Os fortes sintomas de uma gripe adiaram o desfecho do caso Washington, ontem. O procurador do atacante, Gilmar Rinaldi, passou a quinta-feira de cama, e por esse motivo não manteve contato com a diretoria são-paulina para definir o futuro do Coração Valente. No início da noite de ontem, o Paraná Online conversou rapidamente com o Rinaldi por telefone.

“Estou mais ou menos (sobre o estado de saúde), mas melhorei. Espero que amanhã (hoje) tenha condições de trabalhar e dar prosseguimento com isso (reunião). Hoje sequer conversei com o Washington”, afirmou.

Sem novidades, o atacante treinou normalmente na tarde de ontem no CT do São Paulo, juntamente com os jogadores que não participaram da partida pela Copa Libertadores, anteontem. Ao final dos trabalhos no CT, Coração Valente preferiu não conversar com a imprensa.

Não é novidade a insatisfação do atacante com a reserva no São Paulo. Ainda mais depois das ótimas atuações de Fernandão, recém-contratado pelo tricolor do Morumbi. Corraboram com isso as palavras do treinador Ricardo Gomes a uma emissora de televisão, ontem.

“Depende de ele saber viver com essa nova situação. Ele sempre foi titular absoluto por onde passou e está vivendo uma coisa nova, no fim da carreira. Se estiver a fim de conviver bem com isso, faz parte dos planos. Se não, a gente encontra uma solução”, disse Gomes.

Por todo esse contexto, aliada as declarações do vice de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, é difícil a permanência do artilheiro no Morumbi. “Não é a vontade da diretoria negociá-lo, mas talvez exista uma contingência da qual não possamos fugir. Quando o jogador diz que não está motivado, e que gostaria de mudar de ares, você não tem como segurar”, afirmou o dirigente.

Além do Atlético, o Flamengo também demonstrou interesse no W9. O Rubro-Negro tem atrativos para o Coração Valente. O principal deles é que no clube paranaense ele será titular e contará com o respaldo de toda a ótima passagem que teve pelo clube em 2004.

O empecilho é que para vestir a camisa do Furacão o jogador terá que aceitar redução salarial. Estima-se que o artilheiro receba R$ 170 mil no São Paulo – valor muito acima do teto salarial pago pelo Atlético. No Flamengo, ele poderia até receber mais, porém brigaria por posição no ataque com Adriano.