Foto: Arquivo/O Estado
Justiça entendeu que Atlético não comprovou contratação de Aloísio junto ao Rubin Kazan, da Rússia.

O Atlético não conseguiu comprovar a compra dos direitos federativos do atacante Aloísio e o jogador vai voltar a atuar pelo São Paulo. Após ter mantido a liminar inicial que obrigava o jogador a se reapresentar no CT do Caju na sexta-feira, a juíza Simone Galan de Figueiredo despachou favoravelmente ao clube paulista e ao jogador.

O departamento jurídico do Rubro-Negro estuda a possibilidade de entrar com um mandado de segurança.

?Entendo que a verossimilhança que me levou a dar a liminar ao Atlético não se confirmou pelo depoimento do jogador e do advogado Marcos Malucelli?, disse a magistrada no despacho. De acordo com ela, o São Paulo comprovou que contratou o jogador do Rubin Kazan (clube russo, que tinha os direitos federativos de Aloísio) e que o Atlético não fez o mesmo. ?O Atlético não comprovou que o Rubin concordou com a redução da multa de US$ 850 mil para US$ 200 mil e nem que pagou?, justificou.

Para a juíza, a suspensão da liminar para Aloísio atuar pelo São Paulo também foi influenciada pelo artigo 170 da Constituição Federal, que diz ?a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social?.

?O aspecto social do trabalho deve prevalecer e revogo a antecipação de tutela dada ao Atlético?.

Mesmo com Aloísio podendo atuar pelo São Paulo, a audiência de instrução está mantida para o dia 14 de julho, na 1.ª Vara do Trabalho da Justiça do Trabalho de Curitiba. Antes disso, porém, tanto Furacão quanto o Tricolor terão que apresentar todos os documentos apresentados em língua estrangeira com tradução juramentada. Nem a juíza, nem os advogados das partes conseguia comprovar a veracidade de toda a papelada juntada, alguns em inglês outros em russo.

O advogado do clube no caso, Diogo Braz, estuda com seus pares a melhor forma de atuação a partir de agora, mas a tendência é entrar com um mandado de segurança para impedir Aloísio de vestir a camisa do São Paulo.

Na Justiça do Trabalho, dificilmente conseguirão alguma coisa. A não ser que um novo documento surja. Além de conseguir a vitória, o São Paulo deverá entrar na Justiça contra o Atlético alegando má-fé, enquanto o jogador deverá pedir indenização por perdas e danos morais.

Dagoberto volta ao time

O Atlético retorna hoje à tarde aos treinamentos no CT do Caju após a goleada de 5 a 1 sobre o Cianorte.

Sem desfalques, o técnico Lothar Matthäus poderá contar com o retorno do atacante Dagoberto na primeira partidas das quartas-de-final do Campeonato Paranaense.

O jogador cumpriu suspensão automática e está à disposição do treinador para a partida contra a Adap. No restante da equipe, a tendência é que não haja alterações na equipe.

O clube não divulgou que tipo de trabalho será realizado hoje à tarde. Provavelmente, será uma movimentação física e técnica. A expectativa fica por conta de quem irá sair para a volta do craque à equipe. Com a excelente atuação de Pedro Oldoni, Ferreira poderia voltar ao meio e Evandro e Erandir disputariam um lugar no meio para Dagoberto entrar na frente e fazer dupla com o centroavante. A imprensa não poderá acompanhar esse trabalho no CT, mas a promessa é de que Matthäus converse com os jornalistas após a prática.

Programa

O Atlético assina hoje pela manhã o termo de adesão ao programa estadual de Resíduos e Sólidos do Paraná. Esta é mais uma parceria do clube, desta vez com a secretaria estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Entre as ações que serão realizadas no clube estão a implantação da coleta seletiva de lixo, colocação de lixeiras com cores de reciclagem, dicas de educação ambiental e capacitação dos funcionários e lojistas. (RS)

Matthäus no banco dos réus

Cristian Toledo

O técnico do Atlético Lothar Matthäus está há pouco tempo no Brasil. Mas seu estilo já está fazendo ?furor? – e acabou parando no Tribunal de Justiça Desportiva. Ele será julgado na quinta-feira por conta das ofensas relatadas pelo árbitro José Ricardo Bigaski Stollle na partida contra o J. Malucelli, quarta passada, que terminou empatada em 1 a 1.

Matthäus está incurso no artigo 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata das reclamações contra membros do Conselho Nacional de Esporte, dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva. E também ?contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições?, como diz o texto. A pena prevista é de 30 a 180 dias de suspensão.

Após a partida, Matthäus reclamou com veemência da arbitragem de Stolle – pelo que se sabe, ele falou em alemão com o árbitro. Apesar da Procuradoria do TJD ter usado a súmula para denunciar o treinador rubro-negro, não há registro da mesma no sítio oficial da Federação Paranaense de Futebol (www.federacaoparana.com.br).

A defesa do técnico será feita pelo advogado do Atlético Domingos Moro.

Casagrande deixa assessoria

O jornalista Toni Casagrande anunciou ontem a sua saída do Atlético. Como diretor de comunicação do clube iniciou o processo de organização do atendimento à imprensa e reestruturação do endereço eletrônico www.atleticopr.com.br. No cargo, tentou estabelecer um bom relacionamento entre dirigentes e repórteres, mas só conseguiu se desgastar com a intransigência dos cartolas.

Em contato com as redações, mandou o seguinte recado: ?Desde a semana passada, não faço mais parte do Atlético. Nos últimos dois anos, estive à frente da Direção de Comunicação do CAP desenvolvendo vários projetos com o objetivo de valorizar ainda mais a marca do clube no Brasil e no exterior. Conseguimos vários avanços e, mesmo nos momentos delicados que vivemos, creio que os resultados foram os melhores possíveis.

Neste período, o avanço do Atlético também exigiu muito trabalho. A equipe chegou a uma inédita final de Libertadores, disputou um título brasileiro até a última rodada e foi Campeã Paranaense no ano passado. Eu também cresci muito, amadureci e aprendi mais ainda. Hoje, tenho a certeza

de que sou um profissional muito mais qualificado. Como último projeto, desenvolvi com a pequena, mas excelente equipe que atuou comigo, o novo portal do clube, estruturando, pesquisando, redigindo e editando todo o conteúdo publicado.

Agora, o clube tem um site à altura de sua história e grandiosidade. Chegou a hora de sair, quero buscar novos projetos, mas ainda não defini meu futuro. Vou pensar e trabalhar nisso a partir desta semana. Conto mais uma vez com a colaboração de todos. Além de comunicar minha saída, quero agradecer a cada um de vocês a parceria e a amizade que estabelecemos em todo esse período. No que for preciso, estou à disposição. Toni Casagrande?.

Para as funções dele assume a jornalista Tatiana Ribeiro, que atuará na Arena da Baixada. No CT do Caju, quem acompanhará os jogadores e o treinador perante os repórteres será Júlia Abdul-Hak.