Alan Bahia foi seguro na marcação no
meio e o ataque fez o resto no placar.

Se, no domingo, o Atlético esteve no inferno ao perder para o Figueirense, ontem foi a vez do Rubro-Negro ir ao paraíso e viver o outro lado da moeda.

Numa noite de muita garra, sob o comando preciso de Lio Evaristo e os olhares de Levir Culpi, o Atlético sapecou 3 a 0 no Paysandu. Foram os primeiros gols e pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, que devem embalar a equipe para a estréia no novo treinador no Atletiba de domingo.

O encontro de Papão e Furacão era um jogo de risco. Se de um lado, Levir estava na arquibancada assistindo a partida e fazendo suas primeiras avaliações do elenco, que queria mostrar serviço, do outro lado, o técnico Artur Neto estava na beira do precipício. Muito criticado pela imprensa paraense, o ex-treinador do próprio Atlético armou a equipe para ir para cima, mas no conservador 4-4-2. A proposta deu certo no abafa inicial. O Bicolor foi para cima e assustou os atleticanos. O meia Fernandinho estava atento e salvou, de cabeça, na pequena área nos primeiros minutos.

A resposta veio com os contra-ataques puxados por Dagoberto e Ilan. Para variar, a falta de tranqüilidade voltou a imperar no ataque rubro-negro e várias chances foram desperdiçadas. Ora, o chute saia fraco, ora o excesso de preciosismo prejudicava a conquista do primeiro gol no Brasileirão. O artilheiro Ilan se sobressaiu e repetiu as últimas atuações, onde perdeu vários gols. Na defesa, o goleiro Diego voltou a seus melhores momentos e salvou a pátria nas investidas de Zé Augusto e Maurílio.

Na segunda etapa, a partida ficou toda para o time comandado pelo auxiliar-técnico Lio. Até a sorte esteve ao lado do Rubro-Negro. O zagueiro Fabiano cometeu pênalti em cima de Rogério Souza. O ex-atleticano cobrou a penalidade e o goleiro Diego espalmou para escanteio. Era a deixa para o time da Baixada se acender de uma vez na competição e buscar a vitória. O primeiro tento saiu dos pés de Jádson. Ele recebeu a bola de Dagoberto, limpou um adversário e chutou para o gol.

Logo em seguida, foi a vez do Atlético ser agraciado com um pênalti. O ala-direita André Luís foi derrubado na área. O atacante Ilan, desta vez, cobrou com perfeição e ampliou o marcador. Sob vaias, gritos de olé de timinho, o Paysandu foi caindo de produção, até se entregar totalmente, com a pá de cal dada pelo volante Ramalho. Ele, que entrou na segunda etapa, recebeu um belo lançamento e tocou na saída de Paulo Musse para decretar a reabilitação do Furacão na competição.

BRASILEIRO
3.ª Rodada
Local: Mangueirão (Belém)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Valter José dos Reis (Fifa-SP) e Flávio Lúcio Magalhães (SP)
Gol: Jádson aos 17, Ilan aos 20 e Ramalho aos 34 do 2.º tempo
Cartão amarelo: Maurílio, Fernandinho, Jóbson, Valnei

Paysandu x Atlético

Paysandu
Paulo Musse; Rogério Souza, Júlio Santos, Alex Pinho e Luís Fernando; Sandro, Bebeto Campos, Jóbson e Rogério Belém (Marcelo Paraná); Zé Augusto e Maurílio (Diógenes). Técnico: Artur Neto

Atlético
Diego; Ígor, Fabiano e Valnei (Ramalho); André Luís (William), Alan Bahia, Fernandinho, Jádson e Marcão; Ilan e Dagoberto (Vânderson). Técnico: Lio Evaristo