Atlético e São Caetano fazem hoje, no Anacleto Campanella, às 16h20, um dos jogos mais esperados desta reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. A mobilização atleticana para dar apoio e força ao time virou motivo até mesmo de preocupação para a Polícia Militar de São Paulo, que teve de fazer um programa especial de segurança para receber os visitantes. Pelo menos 1.200 torcedores do Furacão devem acompanhar o time no estádio.

Trata-se de uma partida que mexe com o imaginário do torcedor rubro-negro, pois traz à memória o título brasileiro de 2001, contra o mesmo adversário e no mesmo local. Mensagens de apoio, além de recordações daquele 23 de dezembro emocionante, foram temas recorrentes durante a semana. A força criada pela torcida foi estendida aos jogadores para contagiar o ambiente e ajudar na conquista da vitória que pode criar uma “gordurinha” a favor do Atlético, na classificação.

Ganhando do rival direto a um posto no G4, o Furacão abre vantagem de 4 pontos – diferença importante faltando quatro rodadas para terminar a competição. Por isso, o técnico Ricardo Drubscky ressalta a necessidade de focar na situação atual. “Estamos dentro de um contexto e não tem como se isolar e esquecer o que tem a nossa volta. Fazemos referência, já vimos imagens de 2001. Mas para vencer esse jogo temos que ser a equipe de 2012 e fazer as coisas acontecerem”, afirma o treinador que está preparado para encarar uma verdadeira final hoje.

“O entorno do jogo, o ambiente, tem todos os ingredientes de uma final e não é à toa. As duas equipes estão próximas e buscando o mesmo objetivo”, completa.

Finalista de 2001, os dois times hoje brigam por uma vaga entre candidatos ao retorno à elite que os consagrou há alguns anos. Com poucas vantagens de um para o outro, o embate também opõe duas das equipes que mais evoluíram no segundo turno da Série B, ao lado do Goiás. O alviverde goiano tem a melhor campanha do returno (37 pontos), o Atlético a segunda (30) e o São Caetano a terceira (27).

O duelo de hoje também vai opor as duas melhores defesas da Segundona. O Azulão sofreu 31 gols contra 32 do Furacão. No caso da zaga rubro-negra, haverá o desfalque de Cléberson, que não se recuperou de lesão muscular na coxa esquerda. Sem mistério, Ricardo Drubscky confirmou Luiz Alberto na posição, mantendo os mesmos nomes nas demais posições. A novidade é o meio-campo Paulo Baier, que viajou com o elenco para o ABC paulista.