Foto: Valquir Aureliano

Curinga atleticano já atuou como zagueiro, volante, nas duas laterais e até de goleiro. Agora tenta se firmar, qualquer que seja a posição.

No Atletiba de domingo, pela segunda vez em quatro jogos disputados pelo Campeonato Paranaense, o lateral Nei substituiu Michel. E não é de hoje que o lateral-esquerdo tem sido bastante criticado pela falta de produtividade em campo. No clássico, mais uma vez, ele quase não apareceu e restringiu-se a marcar. Ainda por cima exagerou na dose e levou cartão amarelo numa falta boba cometida ainda no 1.º tempo, o que comprometeu a sua permanência na etapa final de jogo.

Somados os fatores risco de expulsão e pouca produção, o técnico Ney Franco não teve outra opção senão substituir Michel, já no intervalo.

O escolhido foi o curinga Nei. Lateral-direito de origem e contratado da Ponte Preta, em pouco mais de um ano de Atlético, o jogador já atuou em quase todas as posições no time paranaense. Foi goleiro na semifinal do Estadual de 2007, por causa da expulsão de Cleber, jogou improvisado como lateral-esquerdo, terceiro zagueiro, volante e também desempenhando a sua verdadeira função. Entretanto, com tanta versatilidade não conseguiu se firmar como titular em sua primeira temporada no Furacão, principalmente em razão das contusões sofridas.

Neste ano atuou alguns minutos na 2.ª rodada diante do Real Brasil e também no Atletiba.

Posição

Apesar da dificuldade em bater com o pé esquerdo, Nei fez suas melhores apresentações jogando como lateral ou ala-esquerdo. Contra o Fluminense, na Copa do Brasil de 2007, chegou a fazer um golaço. Jogador de muita disposição e fôlego, sai com facilidade para o ataque, porém ao chegar ao fundo tem problemas para cruzar por não ser ambidestro. No Atletiba de domingo sua entrada deu mais velocidade e opções de saída para o Furacão no 2.º tempo.

Nei ainda não conseguiu repetir as boas atuações da época de Ponte Preta, mas pode estar lhe faltando uma seqüência de jogos. Mesmo num ano fraco, como em 2007, ele foi convocado para a Seleção Olímpica do Brasil, o que deu novo ânimo para voltar a jogar bem.

Se Nei vai roubar a posição de Michel, assim como fez no início de 2007, o técnico é quem decidirá, pois ainda há outras opções no elenco que podem ser improvisadas. Jancarlos, que também não tem se destacado em campo, mesmo com assistências nas duas primeiras partidas, corre o risco de perder posição.

Opção

Independente da lateral na qual venha a atuar, Nei quer mesmo é jogar bola e se firmar como titular do Atlético. Essa facilidade que tem para jogar nas duas laterais, inclusive, facilita o trabalho do treinador na hora de compor o banco de reservas. Nei é opção para várias posições e desta maneira Franco pode escalar mais jogadores de meio-campo e ataque com maior poder de decidir partidas.

Piauí também sonha com oportunidade

Foto: Valquir Aureliano

Jogador que veio do Santa Cruz só jogou duas partidas em 2007.

Os últimos jogos do Furacão dão a entender que a lateral esquerda está em aberto. Michel tem sido o escolhido para iniciar as partidas, mas não tem aproveitado bem a chance dada. O reserva imediato dele é Piauí, jogador que chegou ao Furacão em setembro de 2007 para disputar o Brasileirão, mas que teve pouco tempo para mostrar serviço. Jogou duas partidas e meia e se contundiu, abrindo espaço para Michel. Para o jogo de amanhã, diante do Cascavel, o técnico Ney Franco disse que ainda vai estudar o teipe do Atletiba para decidir quem vai escalar.

Piauí fez sua estréia em 16 de setembro na vitória sobre o Palmeiras (2 a 1) na Arena da Baixada. Jogou a seguinte, contra o Paraná, e diante do Náutico, sofreu uma contusão, no joelho direito, o que lhe obrigou a passar por uma artroscopia na metade de outubro. Retornou aos treinamentos leves após 45 dias, mas como já era final de temporada não teve como obter condicionamento físico necessário para voltar ao time. Piauí se reapresentou para o início da pré-temporada e tem treinado normalmente, estando à disposição de Ney Franco, que também conta com outros jogadores improvisados para jogar na esquerda.

Desde a contusão de Piauí, Michel ganhou a titularidade no Atlético e na reta final do Brasileirão fez um dos gols mais bonitos da equipe ao acertar um canudo na vitória sobre o Grêmio, na Arena da Baixada, em 31 de outubro.

Pane no programa de sócios ainda não tem solução

Foto: Allan Costa Pinto

Salão do Sócio Furacão: torcida aprovou, mas não pôde comprar.

Há uma semana era lançado com toda euforia pela diretoria do Atlético o projeto para angariar novos sócios e aproximá-los das decisões políticas do clube, criando um ambiente de responsabilidade mútua entre torcida e direção. Após quatro dias de funcionamento, por problemas técnicos no sistema de informática, o processo de novas adesões ao Furacão teve que ser suspenso. De acordo com a assessoria do Atlético, ainda estão sendo analisados dados para tentar descobrir o que causou o colapso no sistema. Ainda não há prazo definido para o retorno do plano Sócio Furacão e também para que a empresa de auditoria, especialmente contratada para identificar as falhas, revele o resultado de suas averiguações.

Ontem o site oficial do clube divulgou o resultado de uma pesquisa eletrônica (votação pela internet) feita com torcedores sobre o lançamento do plano Sócio Furacão 2008. As respostas indicam que pouco mais de 90% dos participantes consideram o novo pacote para associados como excelente, muito bom e bom, enquanto apenas 8% se mostram indiferentes.

Colapso

No dia seguinte ao lançamento do projeto a procura pelo Sócio Furacão explodiu e o sistema informatizado, criado exatamente para gerenciar o projeto de novos associados, começou a falhar. Houve pane no primeiro dia de vendas, o que gerou uma reação em cadeia e que proporcionou um mau atendimento ao torcedor atleticano nos dias seguintes. Diante da impossibilidade de solucionar o problema em curto prazo, na última 6.ª-feira os presidentes do Furacão, Mário Celso Petraglia e João Fleury, anunciaram a paralisação das vendas dos pacotes por tempo indeterminado. Na ocasião, Petraglia comentou que havia uma frustração muito grande com a interrupção do projeto, mas que as falhas seriam sanadas e as vendas retornariam. A grande preocupação da direção é que por causa da pane, o impacto inicial da campanha se perdesse e o interesse na aquisição de novos planos de sócios diminuísse. ?Queremos que a torcida não disperse?, comentou o mandatário atleticano.

Rafael reencontra Furacão, agora como técnico

Após a derrota por 2 a 0 para o Iraty, nos Campos Gerais, o Cascavel já está em Curitiba, onde enfrenta amanhã o Atlético, às 20h10, na Arena da Baixada. O time comandado pelo técnico Rafael Camarotta se exercitou ontem no CT do Coritiba e o treino tático está marcado para hoje. O treinador, campeão brasileiro pelo Coxa (1985) e que também tem história no Atlético, deve promover algumas mudanças, principalmente no meio-campo. Na lateral esquerda é quase certo o retorno de Lecão, jogador que fez sua estréia contra o Iguaçu, mas esteve afastado do time para tratar de problemas de saúde com familiares, em São Paulo.

Diante do Iraty as substituições feitas por Camarotta não impediram a 2.ª derrota da Cobra no Estadual.