Na semana que comemora 85 anos de rivalidade, o maior clássico do Estado pode definir o campeão paranaense de 2009. O Atletiba deste domingo tem suas próprias características, já que o Furacão luta para ser campeão e o Coritiba basicamente para não deixar o rival levantar a taça, pois tem chances reduzidas.

O Atlético fará o “jogo do ano”, nas palavras do capitão Antônio Carlos. Também será a chance de vingar a perda do título do ano passado. Para Marcinho, principal contratação do clube nesta temporada, todo o grupo está centrado para mais essa decisão. “A vitória diante do ABC foi muito boa porque deu moral para o clássico. Agora é irmos focados para vencer este Paranaense”, afirmou.

Ontem, o grupo realizou trabalho regenerativo e hoje Geninho comandará treinamento para definir a equipe. Há possibilidade de mudanças no meio-campo, já que o treinador não gostou da marcação naquele setor na última apresentação – com Julio dos Santos jogando como segundo volante.

Fransergio é uma opção, assim como adiantar Chico para fazer companhia a Jairo e colocar Gustavo na zaga. Desta forma, para a manutenção do paraguaio alguém roda no ataque. Zé Antônio ainda é dúvida, pois permanece em tratamento médico. Rafael Moura é presença certa.

Bom astral

Atualmente tudo conspira para uma grande festa na Arena. O time não está jogando um primor, mas os resultados estão aparecendo.

A última derrota foi contra o Jotinha, em 29 de março. De lá pra cá foram 6 jogos (Paranaense e Copa do Brasil), com 5 vitórias e um empate.

Na Arena foram cinco triunfos consecutivos e o Atletiba será na casa rubro-negra, onde o Atlético não perde para o maior rival desde 2001. (Atlético 2 x 3 Coritiba em 8/4/2001).

Além do retrospecto favorável, nas últimas partidas ocorreu o reencontro positivo entre time e torcida.

Sem vaias e com o torcedor incentivando, o grupo melhorou, mostrando mais raça e disposição.

As manifestações de apoio da nação vermelho e preto já começaram a pipocar na Internet e no domingo, a tendência é de estádio lotado. Conforme a diretoria atleticana, os sócios tomaram conta de todas as cadeiras e atualmente só há lugares para os rubro-negros nos camarotes que estão sendo comercializados. (quadro)

Apito

A arbitragem, outro fator que sempre preocupou o time da Baixada, não deverá ser motivo de reclamações neste ano. O desafeto Héber Roberto Lopes não apitará o Atletiba.

O sorteio definiu Edivaldo Elias da Silva como o responsável pelo clássico. Esse será o primeiro Atletiba na vida do árbitro, que afirmou em entrevista à Radio Banda B estar tranquilo para desempenhar um bom papel. “Me vejo numa boa forma técnica e física. E minha escalação para o clássico é o reconhecimento do meu bom trabalho”, afirmou.