O Atlético deve mudar a maneira como definirá a construtora que será responsável pelas obras de adequação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

O clube estuda passar o processo de escolha de licitação para a de carta-convite. O Rubro-Negro ainda não oficializou a mudança, mas o novo critério seria o ideal por conta dos atrasos que já envolvem a ampliação do estádio.

A intenção do Furacão era de lançar a licitação já em dezembro ou nos primeiros dias de janeiro. Mas uma série de mudanças no caderno de encargos, e até mesmo o pedido de um projeto extra depois de o clube estar com todos os pedidos iniciais em mãos, fez o Atlético buscar alternativas para adiantar o processo.

A chamada de atenção do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no começo desta semana sobre o atraso do Brasil em relação aos preparativos para receber a Copa de 2014, mandando um recado ao país, de que “a Copa é amanhã e não depois de amanhã”, pode pesar ainda mais na decisão rubro-negra.

O vice-presidente Enio Fornea é quem deve bater o martelo sobre a mudança de estratégia, mas em viagem, ontem, ele não quis entrar em detalhes sobre ao andamento do processo, preferindo falar apenas depois que retornar a Curitiba.

Por ser uma associação privada, no Atlético não tem a necessidade de escolher a construtora através de licitação, ficando a critério do clube definir a melhor opção para finalizar as obras na Baixada.

Assim, a carta-convite antecipa alguns passos da licitação, como fazer a habilitação das empresas e o julgamento das propostas em uma fase única. Isso encurtaria prazos, que podem ser fundamentais para que o cronograma seja cumprido e a Baixada seja escolhida como sede da Copa das Confederações de 2013 – competição que Curitiba, hoje, é uma das fortes candidatas a receber.

A licitação, um pouco mais burocrática, exige que cada uma das fases do processo seja separada e que as empresas procurem o comprador para entrar na concorrência.

A carta-convite permite que o próprio Atlético envie uma solicitação às construtoras e empreiteiras, sem desabilitar do certame aquelas que não forem convidadas inicialmente.

Desta forma, o clube pode ver aumentar o número de interessados e receber mais opções de preços. Tanto a secretaria estadual para assuntos da Copa do Mundo como a municipal não se opõem à carta-convite.

Segundo Luiz de Carvalho, da Prefeitura de Curitiba, o Atlético, por ser do setor privado, tem autonomia para escolher a modalidade licitatória. Mário Celso Cunha, da secretaria estadual, também não vê problemas se o Furacão mudar a estratégia. Para os dois secretários, o ponto mais importante é ter a Arena da Baixada finalizada até o final de dezembro de 2012.