O Atletiba também foi marcado pela violência. Não entre torcedores rubro-negros e coxas-brancas, mas do próprio Furacão. Pelo menos quatro focos de briga foram registrados nas arquibancadas da Vila Capanema, causando correria, medo e pânico entre os que não estavam envolvidos nas confusões.

O tumulto começou quando o árbitro Sandro Meira Ricci terminou o primeiro tempo e o Furacão já vencia o Coritiba por 2 x 1. Um grupo de torcedores com camisas da facção Os Fanáticos deixou as arquibancadas da reta do relógio e da curva norte para se posicionar na área das sociais do estádio e provocar a torcida do Coritiba. Só que no caminho eles encontraram rivais da Ultras – outra organizada rubro-negra e segregada pela diretoria.

A partir daí, o que se viu foi muita confusão, principalmente depois que a Polícia Militar reagiu com balas de borracha para dispersar os baderneiros. O clima de pânico foi geral, com alguns torcedores sangrando sendo retirados de ambulância do estádio.

Com o transtorno, começa a ser colocada em xeque se a Vila Capanema pode mesmo receber grandes jogos. O clássico Atletiba de ontem registrou o maior público no estádio na temporada, com 14.636 presentes. A superlotação em algumas áreas do Durival Britto chegou a afetar a estrutura do estádio. No intervalo, parte do alambrado na reta do relógio ficou comprometida e um cordão de segurança foi formado por policiais militares.

Com tantos problemas causados pelo próprio torcedor do Atlético, o Furacão pode correr o risco de perder mando de campo. Pior: o Durival Britto pode até mesmo ser interditado e, se isso acontecer, pode acabar sobrando para o Paraná, que usa o estádio para mandar seus jogos na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Vale lembrar que ainda houve o arremesso de um isqueiro contra jogadores do Coritiba, e que foi anotado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. É a segunda vez que objetos estranhos atingem o gramado da Vila, o que torna inevitável a ida do Atlético ao STJD.