A última lembrança que o elenco rubro-negro tem do Mineirão, palco do jogo deste domingo, motiva a todos no CT do Caju. No mês passado (8 de agosto), o Atlético enfrentou o então temido Cruzeiro e conseguiu uma ótima vitória por 2 a 0, ressurgindo do atoleiro que se encontrava no Brasileirão (zona do rebaixamento).

Inclusive foi a melhor partida do time fora de casa. Naquela ocasião, os atletas aplicaram uma forte marcação e impediram de jogar bola os principais articuladores da Raposa. “Roubavam a carteira” do adversário e saíam em velocidade, ligando perigosos contra-ataques. Assim conquistaram o placar.

Essa receita vitoriosa deverá ser repetida contra o Galo, no mesmo Mineirão. Isso porque o adversário deverá vir com tudo para cima do Furacão em busca dos três pontos.

Conforme entrevistas dos jogadores e comissão técnica mineiros, o confronto do fim de semana é apontado como uma espécie de trampolim para alçar voos mais altos. Vencer o xará paranaense é obrigação se a equipe alvinegra quiser continuar sonhando com Libertadores e título nacional. É o “jogo da afirmação”, segundo eles.

“É um jogo chave. Jogo importantíssimo. Se quisermos alguma coisa na competição temos que, neste jogo contra o Atlético-PR, nos doar mais que nos doamos contra o Santo André. Agora, no Mineirão, esperamos buscar a vitória dentro de casa novamente”, disse o zagueiro Jorge Luiz.

O treinador Celso Roth enfatiza a necessidade de vitória. “Mesmo que no jogo do Atlético-PR não jogarmos bem e conseguirmos um resultado positivo, a coisa tende a se encaminhar dentro daquilo que a gente projeta”, comentou.

Providências

Para evitar ser atacado e pressionado no Mineirão, a primeira providência rubro-negra será anular as principais peças do Galo e depois encaixar contra-ataques. E é dessa maneira que o time de Antônio Lopes gosta de atuar, porque quando necessita criar jogadas (como nos jogos em casa) tem extrema dificuldade devido à limitação do elenco. Mas nos contra-ataques, a velocidade dos jogadores do time paranaense, principalmente os alas, pode fazer a diferença.

“Temos que jogar como foi contra o Cruzeiro. Nos contra-ataques, conseguimos os gols”, revelou o goleiro Galatto, que será peça importante para assegurar o resultado positivo em Minas Gerais.

Uma das armas do Furacão para ligar os contra-ataques é Wesley. Meia-atacante de origem, ele está jogando improvisado como ala-direito, e tem colocado a sua velocidade a serviço do Furacão.

“Para os adversários estava sendo diferente me ver atuando pelo lado do campo. Como vinha sendo elogiado, passei a ser muito bem marcado. Mas vou sempre dar o meu máximo para ajudar”, finalizou Wesley.