O Atlétíco não busca reforços apenas para estancar o mau começo no Campeonato Brasileiro. Com três derrotas em três jogos, e nenhum gol marcado, o clube tem que contratar também para planejar a próxima temporada.

O motivo é que metade dos contratos dos jogadores acaba em dezembro deste ano. Atualmente, o Furacão tem 26 jogadores no elenco e 13 terão vínculo encerrado após o Brasileiro.

Ou seja: hoje, o clube teria apenas 13 atletas para iniciar a temporada 2012 – isso sem contar os possíveis retornos de atletas emprestados a outros clubes. O Atlético este ano só contratou jogadores por empréstimo.

Os únicos que têm vínculos mais extensos com o clube são os que vieram das categorias de base ou que pertencem ao clube. São os casos dos goleiros Renan Rocha e Santos; os zagueiros Bruno Costa, Bruno Pires, Rafael Santos e Manoel; o lateral-esquerdo Paulinho, os volantes Deivid e Fransérgio; os meio-campistas Paulo Baier e Branquinho e os atacantes Guerrón e Nieto.

Só que, até o mês de julho de 2012, o time perderia ainda Renan, Rafael Santos, Fransérgio e os estrangeiros Guerrón e Nieto. Segundo o diretor de futebol Alfredo Ibiapina, a situação não é preocupante e também não significa que o Atlético ficará sem elenco no final do ano.

“Quando o jogador interessa ao Atlético, no contrato é feita a opção de compra, com certeza. Deixa a situação adiantada. Não significa que o jogador vai sair depois desses seis meses”, explicou.

Ibiapina também garantiu que o fato de o mandato do presidente Marcos Malucelli terminar em dezembro não significa que o Atlético não possa fazer contratos mais longos com jogadores que vier a contratar ainda este ano.

“Tudo depende do jogador, do interesse pelo jogador. Não tem nada disso”, frisou Ibiapina. A regra de não prorrogação de contrato, segundo ele, só vale para os técnicos. Por isso, Adilson Batista tem acordo só até o final do Campeonato Brasileiro.

Pelo mesmo motivo, o Atlético não conseguiu contratar Paulo Roberto Falcão, atualmente no Internacional. O treinador queria uma cláusula que exigia contrato de, pelo menos, dois anos. Malucelli, que não é candidato à reeleição, não quis fechar a negociação, pois o prazo extrapolaria o período de sua gestão no Atlético.