Igor substitui o xerifão
Capone na zaga rubro-negra.

O suposto clima de guerra armado por um segmento de torcedores do Fluminense não foi suficiente para abalar a alegria da delegação do Atlético, que enfrenta hoje o time carioca em Édson Passos, casa do América-RJ, pela décima primeira rodada do campeonato brasileiro. Alheios aos problemas sociais por que passa o Rio de Janeiro, os jogadores querem mais é quebrar o tabu de oito meses sem vitória fora de casa em competições nacionais. Para esta partida, o time do técnico Osvaldo Alvarez terá duas novidades: o zagueiro Ígor e o meia Fabrício, que entram nos lugares dos suspensos Capone e Adriano.

Como acontece em todas as partidas que faz como visitante, o coordenador de futebol profissional, Luiz Fernando Cordeiro, pediu apenas a escolta da polícia militar local nos deslocamentos da delegação do aeroporto para o hotel e deste para o estádio. Também é de praxe (em qualquer cidade) a contratação de seis seguranças para o acompanhamento dos jogadores, comissão técnica e dirigentes no ônibus e nos vestiários de Édson Passos. Segundo a assessoria de imprensa do clube, ninguém estava sabendo de nenhum tipo de ameaça e o único contratempo encontrado na ida para o Rio de Janeiro foi o atraso no vôo, que saiu do Aeroporto Afonso Pena após uma hora e meia de atraso.

A maior preocupação do time nesse momento é tentar buscar os três primeiros pontos fora de casa. “Nós voltamos a jogar bem, estamos conquistando os resultados positivos, esse sempre foi o primeiro objetivo nosso e vamos batalhar para que possamos conquistar esse resultado lá no Rio de Janeiro”, diz o pentacampeão Kléberson. Para ele, esse é o jogo ideal para quebrar esse tabu. “Se a gente conseguir esse resultado num jogo difícil como esse, com certeza, aumentaria bem mais a nossa confiança”, destaca.

O técnico Vadão concorda com seu comandado. “A vitória contra o Fluminense seria importante para compensar a derrota para o Atlético Mineiro em casa. O time que almeja algo precisa conquistar pontos fora também”, analisa. Para ele, o time vem bem em casa e precisa urgentemente passar a ganhar mais pontos fora de Curitiba. “O aproveitamento na Arena está ótimo, agora falta melhorar na casa do adversário”, finaliza Vadão.

Oportunidade para ficar com a vaga

O zagueiro Ígor e o meia Fabrício ganham mais do que uma chance de voltar ao time titular contra o Fluminense. Uma boa partida contra o Fluminense, hoje, em Édson Passos, poderá garantir a presença dos dois nos próximos jogos do Atlético. Além da disputa natural por posições, o time do técnico Osvaldo Alvarez pode ter desfalques na seqüência do campeonato brasileiro por convocações para a seleção brasileira e suspensões por cartão amarelo.

Nos próximos dias, a seleção principal será chamada pelo técnico Carlos Alberto Parreira e o pentacampeão Kléberson deverá ser um dos nomes da lista. Com isso abre uma vaga no meio-de-campo ou até mesmo na defesa, caso Vadão opte pelo 3-5-2. Além disso, o Rubro-Negro está com meio time pendurado (Diego, Leomar, Luciano Santos, Ilan e Dagoberto) e também pode abrir outras brechas para que Ígor e Fabrício (titulares em boa parte do Paranaense e do Brasileirão) voltem a figurar entre os 11 titulares.

“Esta era a oportunidade que eu estava esperando para mostrar novamente meu futebol no Brasileiro. Fico feliz por ter sido o escolhido e espero poder corresponder à expectativa do Vadão e da torcida”, disse o meia Fabrício.

O mesmo pensamento tem o zagueiro Ígor. Titular até a chegada de Capone, o jogador mantém a luta em busca da camisa 3. “O que a gente sempre quer é ser titular, mas estou trabalhando firme para isso”, destacou.