Com quase quatro meses de um imbróglio que parece não ter fim, os próximos dias serão decisivos para o futuro das obras do teto retrátil da Arena da Baixada. Com previsão inicial para começar a instalação em agosto, a estrutura só começou a ser montada em outubro e, com as obras paradas, ainda não se sabe quando estará pronta. De certo mesmo é que na quarta-feira o presidente atleticano, Mário Celso Petraglia, e César França, diretor-executivo da Lanik I.S.A., responsável pela fabricação do teto e da supervisão da instalação, terão uma conversa definitiva para que um novo rumo seja dado à obra.

O encontro poderá acabar definitivamente com um entrave que, inclusive, foi parar na Justiça. Na oportunidade, o Atlético ganhou uma liminar garantindo que a Lanik I.S.A. cobrasse o primeiro valor acordado de 94 mil euros para fazer toda a instalação do teto retrátil. Porém, a empresa alegou que a quantia seria cobrada para a instalação antes da Copa do Mundo, quando a Arena da Baixada ainda estava sendo reformada e ampliada.

Mesmo ganhando a liminar, Atlético e Lanik I.S.A. entraram em um acordo e, os 94 mil euros, depositados em juízo, seriam pagos à empresa espanhola para que ela realizasse somente a supervisão da instalação com a vinda de três engenheiros espanhóis para a capital paranaense, ficando com o Atlético todo o restante da responsabilidade pela obra.

Entretanto, a falta de know-how do clube e das empresas terceirizadas contratadas para realizar o serviço não deu o ritmo esperado no processo de instalação do teto retrátil. As divergências das orientações da Lanik I.S.A. com as escolhas do Atlético, principalmente a falta de segurança para concluir o serviço, abalaram novamente a relação das duas partes.

No meio do caminho, o Atlético, que pretende transformar a Arena da Baixada em um dos grandes complexos de entretenimento da América Latina, perdeu de realizar seu primeiro grande evento. Em parceria com a G3 United, que é a nova gestora do estádio, o clube deixou de abrigar o evento de MMA Shooto 52, que seria realizado no dia 5 de dezembro e que, inclusive, já estava com os ingressos à venda.

No encontro que acontece quarta-feira, nas dependências da Arena da Baixada, César França virá com uma proposta bem delineada para passar ao Atlético e para solucionar o entrave das obras. “Eu e o Mário (Celso Petraglia) temos uma relação diplomática e vamos tentar resolver esse problema. Como empresa vamos tentar ajudar o clube para que o teto retrátil fique pronto o mais rápido possível”, admitiu França.

O dirigente da empresa espanhola vai propor um novo planejamento para a obra, com mais funcionários, mão de obra mais qualificada e equipamentos de ponta capazes de realizar o serviço com perfeição. Se o Atlético acatar e um novo acordo for fechado, França garantiu que o teto retrátil poderá estar completamente instalado até o final de março e, a partir desta data, o clube poderá finalmente intensificar seus lucros com o estádio podendo abrigar grandes eventos.