Eliminado precocemente na primeira fase da Libertadores, o Atlético mostrou algumas fragilidades técnicas na competição continental e entra para a disputa do Campeonato Brasileiro sob os olhares desconfiados do torcedor. Sem emplacar uma grande atuação na temporada, o Furacão, que passou por um desmanche ao final da última temporada, quando terminou o Brasileirão na terceira colocação, deve se ajeitar no decorrer da competição.

Além da desconfiança sobre a qualidade do time, o técnico espanhol Miguel Ángel Portugal, contratado para conduzir o Rubro-Negro na disputa da Libertadores, vai entrar no Brasileirão pressionado. A baixa popularidade do treinador entre os torcedores e até mesmo dentro da própria diretoria rubro-negra pode fazer o Furacão mudar o comando técnico nas primeiras rodadas em caso de tropeços.

Neste ano, o aspecto físico, que foi o grande diferencial do Atlético no campeonato do ano passado, por causa da pré-temporada que durou três meses, não poderá ser aproveitado. Mesmo tendo colocado a sua equipe sub-23 em campo na disputa do Campeonato Paranaense, e com apenas oito jogos realizados em pouco mais de três meses, o Rubro-Negro entrará em condições iguais com os outros times do Brasileirão, pelo menos no que diz respeito à parte física.  

Principal contratação em 2014, o atacante Adriano, depois de quatro meses em recuperação no clube, não resistiu às noitadas de Curitiba, e teve seu contrato rescindido com o Atlético uma semana antes do início do Campeonato Brasileiro. O Imperador, que deve ter tido a sua última chance no futebol, era uma das grandes esperanças do torcedor para a disputa da competição nacional. Agora, está novamente nos pés dos atacantes Éderson e Marcelo, que brilharam pelo Furacão em 2013, a responsabilidade de fazer do setor ofensivo mais uma vez a dor de cabeça dos adversários.

Além da reestruturação do elenco, outra dificuldade do Furacão será a ausência do apoio do torcedor nos primeiros nove jogos do clube dentro de casa. Por causa dos incidentes ocorridos com torcedores atleticanos e do Vasco, na última rodada do Brasileirão do ano passado, em Joinville, o clube terá que fazer cinco partidas longe de Curitiba e outras quatro com portões fechados. Assim, a partir de setembro, quando poderá voltar a atuar na Arena da Baixada, totalmente reformada e ampliada, o Furacão terá um algo a mais na reta final da competição e fazer, do novo caldeirão, um forte aliado na busca dos seus objetivos dentro da elite do futebol nacional.