O Atlético fez um bom jogo, mas não foi suficiente para manter a liderança do Campeonato Brasileiro. Enfrentando um adversário que pressionou o tempo todo, o Furacão perdeu para o Grêmio por 2×1, ontem, em Porto Alegre, e agora está na segunda posição, atrás do São Paulo. Mesmo com Nikão e Weverton se destacando, as desatenções da defesa foram fatais.

Milton Mendes não teve preocupação em dizer para a TV fechada que o Atlético iria jogar fechado no início da partida. O treinador contava com a velocidade da trinca Ytalo, Nikão e Douglas Coutinho para explorar os contra-ataques. O Grêmio pressionava a saída de bola e tentava forçar o erro atleticano – só que o Furacão já se aprontara pra jogar com bola longa.

Com isso, em campo tínhamos um time pressionando e outro usando os espaços. Ficou uma partida movimentada – se Douglas obrigava Weverton a salvar o Atlético, no lance seguinte Nikão cruzava para Walter e Rhodolfo aliviava para o Grêmio. O lado esquerdo rubro-negro estava bem no ataque mas mal na defesa, com Guilherme Arana sofrendo para marcar os donos da casa. E foi justamente em cima de Arana que saiu o gol tricolor. Luan rolou para Douglas, que passou por dois e cruzou para o ex-paranista Giuliano chutar de primeira, abrindo o placar.

“Deixamos o time deles jogar. Tem mais 45 minutos e temos condições de ir buscar o empate e até a vitória”, avisou no intervalo Nikão, de novo o melhor do Atlético em campo. E foi isso que o Furacão fez. Logo a seis minutos do segundo tempo, Hernani cobrou falta com força e técnica e deixou tudo igual. Instantes depois do empate, MM sacou Douglas Coutinho e colocou Felipe – o objetivo era ficar mais com a posse de bola, e liberar Ytalo para jogar em velocidade.

De novo

Mas o jogo voltou a ter a característica do início: o Grêmio no campo do Atlético e os visitantes tentando no contra-ataque. E desse jeito Weverton fez milagre em cabeçada de Pedro Rocha e Felipe teve a chance da virada minutos mais tarde. E o cenário se repetiu inclusive com o gol gremista. Falta na área, Otávio desviou e a bola bateu na cabeça de Rhodolfo – logo Rhodolfo, formado pelo Rubro-negro. E a etapa final acabou como a inicial, com vitória do Grêmio.

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