Os quase 17 mil pagantes que estiveram presentes na Baixada, na tarde deste sábado (13), viram um Atlético diferente daquele comandado por Mário Sérgio. Assim como na estréia de Geninho em 2001, o Atlético venceu a Portuguesa por 2 a 0, com gols de Júlio César e Antônio Carlos. Na época, Gênio estava estreando na equipe rubro-negra substituindo o mesmo Mário Sérgio. Com gols de Alex Mineiro e Kléber Pereira, por duas vezes, o Furacão venceu a Lusa por 3 a 1 e caminhava rumo ao título brasileiro.

O resultado de hoje deixa o rubro-negro na 15.ª posição, com 26 pontos e momentaneamente fora da zona de rebaixamento. Para terminar a 25.ª rodada fora da zona da degola, o Atlético precisa torcer por uma vitória do Vasco sobre o Naútico, neste domingo (14), no Rio de Janeiro. Outro jogo que interessa é Fluminense e Santos, no Maracanã. Qualquer resultado deixa um dos dois atrás do Furacão. O próximo confronto do Atlético é domingo (21), às 16 h contra o líder Grêmio, na Baixada.

O primeiro tempo foi um tanto quanto monótono porque as duas equipes não conseguiam articular jogadas que levassem perigo aos goleiros. A Portuguesa, mais acertada em campo, pecava pela falta de qualidade. O Atlético melhorou um pouco em relação às últimas partidas, mas o desentrosamento dos atletas era visível. A primeira chance do rubro-negro só foi acontecer aos 16 minutos. Netinho cobrou falta que levou perigo ao goleiro Sérgio. Aos 22 a Portuguesa deu a resposta. Washington chutou para a defesa de Galatto. No rebote Patrício cabeceou em cima do goleiro atleticano. Dois minutos depois a melhor oportunidade do Atlético na primeira etapa. Alberto cruzou, Júlio César desviou e Rafael Moura chegou a tocar na bola de raspão pela linha de fundo. A torcida pediu raça ao apito do árbitro.

Na volta para o intervalo, Geninho corrigiu algumas falhas de posicionamento da equipe e o Atlético voltou bem melhor. Netinho apareceu pro jogo e dos seus pés surgiu o primeiro gol. Aos 4 minutos, o camisa 6 ganhou uma dividida pela esquerda e cruzou na medida para Júlio César cabecear com estilo para abrir o placar: 1 a 0. Aos 12, falta para o rubro-negro. Netinho caprichou e Antônio Carlos marcou mais um: 2 a 0. A partir daí, o Furacão diminuiu o ritmo e passou a administrar o resultado até o fim do jogo.

Uma vitória importante na luta para fugir do rebaixamento. A torcida reconheceu o esforço da equipe e aplaudiu os jogadores ao fim da partida.

Geninho

Sempre que voltava a Arena no comando de outras equipes Geninho era ovacionado pela torcida do Atlético. Agora, do lado certo, os torcedores aplaudiram muito o técnico campeão brasileiro pelo clube em 2001.

A primeira coisa que Geninho detectou quando foi apresentado como novo técnico do Atlético há uma semana foi a péssima preparação física da equipe. Os jogadores intensificaram nos últimos sete dias a parte física. Sobre o comando de Moraci Santana, campeão do mundo pela seleção brasileira em 94, o que pôde ser percebido foi uma evolução, já que os atletas correram muito na partida desta tarde.

O time que entrou em campo hoje é muito diferente daquele que vinha atuando com Mário Sérgio. O lateral direito Alberto reestreou com a camisa atleticana. Mesmo sentindo a falta de ritmo de jogo, já que não atuava há três meses, o jogador de 33 anos provou que tem qualidade e pode ajudar o Furacão. O zagueiro Rodolpho voltou de contusão e deu mais consistência a zaga.

O colombiano Valencia não perdeu quase nenhuma bola e foi um leão na meia cancha rubro-negra. Netinho deu muita qualidade e velocidade pelo lado esquerdo. Com dois passes certeiros, Neto ajudou o Furacão a marcar os gols da vitória. Rafael Moura brigou bastante e colaborou com a equipe. Júlio César, um dos melhores, fez boas jogadas individuais e mostrou que tem categoria. Foi premiado marcando o primeiro gol.

A volta desses jogadores deu uma cara de time pa,ra o Atlético. Naturalmente que a torcida não deve se iludir, porque ainda faltam muitos jogos e a batalha será dura na fuga da segunda divisão.