Valquir Aureliano
Valquir Aureliano

De pênalti, Ramon marcou o gol da
vitória rubro-negra na Arena.

Num jogo dramático, o Atlético Paranaense venceu o xará mineiro por 1 a 0 e garantiu três importantes pontos na fuga do rebaixamento. Ramon, de pênalti, marcou o único gol do jogo. O resultado tira o Rubro-Negro da zona de rebaixamento devido ao saldo de gols, superior ao do Flamengo que tem dois jogos a menos.

Jogando com o apoio da torcida e atuando com três zagueiros, o Altético apresentou uma melhora significativa taticamente. A formação deu a tranqüilidade defensiva que o técnico Ney Franco almejava. Fator fundamental para a vitória de hoje. Desde o início o Furacão partiu com tudo pra cima do Galo. Logo no primeiro minuto de bola rolando, Ferreira invadiu a área e acabou derrubado pelo goleiro Édson. O árbitro nada marcou, para protesto geral dos torcedores presentes.

Se a formação defensiva do Rubro-Negro era eficiente em sua função, muito se deve ao volante colombiano Valência. O camisa cinco tomou conta da defensiva atleticana e praticamente anulou as jogadas que deveriam sair dos pés de Marquinhos e Éder Luiz.

Se havia um colombiano quase perfeito na defesa, o Atlético contava com outro no ataque. Ferreira armou, finalizou e até deu combate no meio-de-campo.

Entretanto, se por um lado algumas peças eram só elogio, outras nem tanto. O que destoou da tática de Ney Franco foram os laterais. Talvez condicionados ao 4,4,2 de Vadão e Antônio Lopes, Jancarlos e Edno não conseguiam dar ritmo às jogadas de velocidade e quando acionados, carimbavam o marcador na tentativa do cruzamento.

O Atlético chegou ao tento aos 29 minutos. Depois de um cruzamento na área, a zaga do Galo cortou pro meio e Valência bateu de primeira. Marquinhos cortou com o braço dentro da área e o árbitro assinalou a penalidade. Ramon cobrou e colocou o Furacão em vantagem no placar.

O Rubro-Negro poderia ter findado a primeira etapa com uma vantagem maior, não fosse o cabeceio de Pedro Oldoni pra fora, depois de um cruzamento de Jancarlos.

Caminhão de gols perdidos

Na segunda etapa o Atlético Mineiro chegou a dominar os espaços e teve o maior volume de jogo em alguns momentos. No entanto, quem teve as chances mais claras de marcar foi o Rubro-Negro.

Enquanto o Galo se limitava a bolas paradas para levar perigo à meta de Viáfara, o Furacão foi acumulando chances de matar o jogo no contra-ataque.

Aos 17 minutos, Pedro Oldoni recebeu de Ramon e, com a bola dominada, tocou fraco para a defesa do goleiro Édson. Dois minutos depois, Edno arriscou uma bomba da ponta esquerda para nova defesa de Édson.

O Galo teve a melhor chance aos 25 minutos. Coelho, cobrando falta, mandou pra área. A bola desviou na barreira e quase "matou" o arqueiro do Furacão.

Mesmo quando o auxiliar não errava na marcação dos impedimentos, o Atlético foi perdendo as oportunidades de matar o jogo. Aos 28 minutos, no contra-ataque, Claiton tocou pra Ramon que bateu cruzado. O goleiro do Galo foi mostrando serviço.

Aos 32, foi a vez de Alan Bahia, que havia entrado no lugar de Valência, cabecear, à queima-roupa, pra fora. Pra fechar o "caminhão de gols perdidos", Claiton, aos 50 minutos, testou sozinho na pequena área pela linha de fundo.

O resultado deixa o Atlético com 26 pontos na tabela de classificação, mesma pontuação do Flamengo, que tem dois jogos a menos. O Furacão é melhor no saldo de gols. Já o Altético Mineiro segue na nona colocação, com 31 pontos.

O Atlético volta a campo na próxima quarta-feira, quando encara o Goiás, no Serra Dourada, enquanto que o Galo recebe o São Paulo no Mineirão.