Não é por falta de conhecimento que o ABC será surpreendido pelo Atlético hoje à noite, no Estádio Maria Lamas Farache, o Frasqueirão, em Natal. Do atual elenco potiguar seis atletas passaram pelo Furacão.

Alguns bem recentemente como é o caso do zagueiro Juninho, que rescindiu contrato há poucas semanas, o atacante Ricardinho e o volante Erandir. Além destes completam a lista de ex-rubro-negros o meia Simão, o goleiro Tiago Cardoso e o ala-esquerdo Beto.

Deste grupo, apenas Erandir deve jogar. O técnico do Alvinegro também é conhecido do torcedor atleticano. Heriberto da Cunha jogou pelo Atlético na década de 90 e comandou o Furacão em 2003.

Se informações não faltam ao ABC, a equipe paranaense, em contrapartida, também tem a sua arma secreta. O maior ídolo recente do time potiguar, defende atualmente as cores vermelha e preta.

Wallyson, 20 anos, que busca seu espaço no Furacão, ainda é reverenciado em sua cidade natal e a transferência dele deixou saudades no Frasqueirão. É comum torcedores e imprensa potiguar ligarem para Curitiba para saber a situação do jovem talento.

Time

Wallyson não será titular contra seu ex-clube, pois o ataque será formado inicialmente por Marcinho e Rafael Moura. Porém, dependendo do transcorrer da partida, o garoto poderá ser utilizado.

Para enfrentar o ABC, o técnico Geninho entrará com uma formação diferente da habitual, com os três setores modificados. O meio-campo será formado por Chico, que sai da zaga para atuar em sua posição original, Fransérgio, que faz sua estreia como titular, e o paraguaio Julio dos Santos, que atuará essencialmente na articulação, função que pouco realizou no Atlético pois normalmente entra como segundo volante. Na zaga, Gustavo é a novidade.

Estreia

Galatto ainda não defendeu o time na Copa do Brasil. Ano passado ele era reserva. E na primeira fase da competição deste ano, o arqueiro havia perdido a posição para Vinícius e não participou da vitória por 3 a 0 contra o Tocantins, no norte do País.

Diante do ABC, Galatto terá responsabilidade dobrada, já que na Copa do Brasil não sofrer gols fora de casa é imprescindível para buscar a classificação. Ciente de sua importância, o goleiro mostra tranquilidade.

“A responsabilidade é grande. Sempre entro com o objetivo de não levar gol. Acontece, faz parte do futebol. Jogo mata-mata, então é importante voltar de lá sem levar gol porque isso vai nos favorecer na próxima partida, se houver”, finalizou.