Quando mais precisou, o Atlético não conseguiu fazer bem o fator casa e viu sua situação na Libertadores da América ficar complicada faltando uma rodada para o final da fase de grupos. A derrota por 3×0 para o San Lorenzo, na noite desta quarta (3), na Arena da Baixada, foi a segunda seguida pelo mesmo placar em apenas três dias.

O Furacão apresentou novamente muitas fragilidades e, após a partida, ficou difícil justificar mais uma péssima atuação e não dar razão a indignação do torcedor rubro-negro, que deixou o Joaquim Américo protestando muito contra a equipe e a diretoria do clube.

O jogo era fundamental para o Atlético. Uma vitória diante do San Lorenzo poderia ter colocado o Furacão, com uma rodada de antecedência, nas oitavas de final da Libertadores da América. O meia Felipe Gedoz lamentou a falta de atenção da equipe atleticana na partida, mas já foca no duelo decisivo do dia 17, no Chile, diante da Universidad Católica.

“Tivemos desatenção no primeiro tempo. As jogadas que o Paulo (Autuori) comentou e a gente pecou ali. A gente sabia que ia ser um jogo difícil, complicado e sabíamos da qualidade do San Lorenzo, mas fazer o que? São coisas que acontecem e infelizmente não podia acontecer hoje (ontem). Era um jogo chave para nós e para eles também. Para nós era uma final, onde a gente garantia a classificação. Agora vamos trabalhar, ver onde erramos para, no próximo jogo no Chile, vamos tentar não cometer os mesmos erros e sair com um bom resultado”, afirmou Gedoz.

O Atlético, que terá que vencer a Universidad Católica, no Chile, na última rodada do grupo 4, terá uma missão complicada pela frente neste domingo (6). O Furacão, depois de ser goleada por 3×0 pelo Coritiba no primeiro jogo decisivo do Paranaense, na Arena, faz a partida de volta às 16h, no Couto Pereira. Antes da partida diante dos chilenos, o time de Paulo Autuori ainda encara Santa Cruz e Bahia pela Copa do Brasil e pelo Brasileirão, respectivamente.