Otávio, Jadson e Vinícius. Falar agora, depois do que se viu em Atlético 2×0 Londrina, no domingo (10), na Arena da Baixada, pode ser mais fácil – é mais fácil sim, claro que é. Mas é preciso reforçar, até para que o técnico Paulo Autuori não mude de ideia. O time do Atlético precisará passar por essa trinca de meio-campo, que mudou o jeito do Furacão jogar.

Até falei na transmissão da RPC que a sensação que se tinha ao vê-los era que eles jogavam juntos há um bom tempo. Mas não. Eles deram certo individualmente e coletivamente logo no primeiro jogo. Com eles, todo o time jogou mais. André Lima participou como pivô, Marcos Guilherme e Nikão cresceram durante o jogo, Eduardo fez seu melhor jogo no ano. E principalmente o Furacão jogou com a bola no chão.

Não me lembro de ver o Atlético jogando com toques rápidos e curtos nos últimos anos. E foi assim que o time jogou no primeiro tempo. É uma forma que pode ser muito usada no rápido e plano gramado sintético da Arena – e também vai funcionar em muitos dos gramados do Brasileirão. Mas, pensando no imediato, o Furacão tem um clássico sábado (16) na sua casa, e esse estilo poderá ser útil.

Além de fazer o Atlético jogar, o trio também jogou. De Otávio a gente não se cansa de falar. O volante joga cada dia mais, desarmando sem faltas e dando ritmo ao time. Jadson foi o melhor jogador da série contra o Londrina. Deu uma dinâmica ao meio-campo que hoje obriga a diretoria a renovar seu contrato, que em breve termina. E Vinícius não pode sair do time. Simples assim. É o único jogador do elenco com capacidade de armação, além de finalizar muito bem.

Quarta (13), contra o Brasil de Pelotas, apenas Jadson jogou. Otávio foi poupado e Vinícius estava suspenso. Deivid e Pablo jogaram. E o resultado foi o primeiro tempo muito fraco do Atlético, quando faltaram o acerto no passe e a criatividade, Foi preciso que Walter entrasse para fazer justamente o papel de articulador.

Com Otávio, Jadson e Vinícius, o Atlético fez seu melhor jogo em 2016. E a fixação deles não só é uma necessidade, é uma obrigação que Paulo Autuori tem com os torcedores do Furacão.