Contratado em abril deste ano, o meia Guilherme chegou ao Atlético sob desconfiança. Afinal, vinha de temporadas irregulares no Antalyaspor, da Turquia, e também no Corinthians, além de ser considerado um jogador caro. Mas, em campo, ele demonstrou que recuperou o bom futebol no Furacão e foi peça importante em 2017, podendo ser ainda mais decisivo em 2018.

No total, foram 22 jogos com a camisa rubro-negra, com cinco gols e cinco assistências. Ou seja, praticamente a cada duas partidas, Guilherme participou de um gol, seja direta, ou indiretamente. Tanto que foi o vice-artilheiro do time no Brasileirão, atrás apenas de Sidcley, que fez seis. Um número que podia ter sido até maior, se não fosse uma séria lesão.

Logo no seu terceiro jogo pelo Atlético, o meia sofreu um trauma na coluna, que o afastou dos gramados por dois meses, voltando apenas na reta final do primeiro turno, quando atravessou o melhor momento, junto com o próprio Furacão, que somou quatro vitórias seguidas e chegou a passar uma rodada no G6.

Guilherme teve motivos para comemorar em 2017, mas quer mais em 2018. Foto: Albari Rosa
Guilherme teve motivos para comemorar em 2017, mas quer mais em 2018. Foto: Albari Rosa

“Foi um baque (a lesão). Isso nunca tinha acontecido comigo. Mas depois entendi todo o propósito disso. Depois que voltei, teve uma série de fatores que só evoluíram positivamente. Eu me sinto muito bem com essa camisa”, disse o atleta, em entrevista ao site oficial do Rubro-Negro.

Após se recuperar, foram mais 18 jogos, sendo que em 17 deles ele ficou em campo os 90 minutos. Neste período, só ficou fora por suspensão e na reta final, quando não jogou as duas últimas rodadas por um desconforto muscular. Com o atleta em campo, o Atlético somou sete vitórias, seis empates e nove derrotas, marcando 27 gols. Em outras palavras, a cada três gols que o Furacão marcou com Guilherme jogando, um saiu dos pés do meia.

Atuações e regularidades que acabaram com a desconfiança da torcida e o colocam como um jogador fundamental para o time na próxima temporada. Ele tem contrato até o final de 2018 e, aos 29 anos, ainda quer recuperar a grande fase da carreira, quando surgiu no Cruzeiro, em 2007. E o ambiente encontrado no Rubro-Negro pode ajudar nisso.

“Individualmente, quero evoluir mais. Aprendi bastante neste ano. A filosofia do clube, da torcida e de trabalho. Estou muito confiante em ter um ano muito melhor”, destacou.