A vitória por 2×1 sobre o Botafogo, no último domingo (27), na Arena da Baixada, deixou o caminho livre para o Atlético, definitivamente, concentrar todas as suas atenções na Copa Sul-Americana. Agora com 43 pontos, o Furacão abriu nove de vantagem para a zona de rebaixamento e, restando apenas mais sete rodadas pela frente no Brasileirão, é esperado que com apenas mais um triunfo, o time se livre de qualquer ameaça da degola. No entanto, o que se viu no final de semana já mostra que o pensamento rubro-negro está no torneio continental.

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Tanto que, embora praticamente todo o grupo tenha treinado na véspera do confronto, a equipe que entrou em campo era totalmente formada pelos reservas. Embora o técnico Tiago Nunes tenha destacado que a preocupação era com o desgaste dos jogadores entre o duelo com o Bahia, na quarta-feira passada para o compromisso com os cariocas, preservar as principais peças para o desafio de volta diante dos baianos, quarta-feira (31), pesou também.

“A decisão foi tomada depois do jogo com o Bahia, avaliando o cenário que poderíamos encontrar, de apenas dois dias de recuperação para esse jogo. E também para retificar para os nossos atletas a confiança que tenho no grupo. A maneira de tirar a confiança da teoria para prática é colocando os jogadores para jogar. Então, fiz com plena convicção e tivemos este sucesso, não só pelo resultado, mas também pelo desempenho da equipe”, explicou o treinador.

Rony ganhou uma chance entre os titulares contra o Botafogo. Foto: Denis Ferreira Netto
Rony ganhou uma chance entre os titulares contra o Botafogo. Foto: Denis Ferreira Netto

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Mesmo assim, o comandante atleticano assumiu que a cabeça de todos está na conquista da Copa Sul-Americana e, já prevendo um ‘desvio de foco’ contra o Botafogo, optou por escalar aqueles que veriam a partida pelo Brasileirão como uma grande oportunidade.

“Priorizamos todas as competições. A Sul-Americana é um momento especial do clube, pois temos a possibilidade de chegar entre os quatro melhores da América. Temos que focar jogo a jogo, mas não temos como estarmos 100% desassociados. Então esse foi um dos motivos de colocar os atletas que não estão jogando tanto e estão 100% focados em mostrar suas qualidades. A prioridade é jogo a jogo, mas sabemos que mentalmente você pode ficar focado mais em um jogo”, admitiu Nunes.

A estratégia se mostrou acertada, uma vez que o Atlético somou os três pontos e não só está em uma posição confortável na tabela, como também até pode começar a olhar mais para cima e pensar em um G6. Porém, embora o nível de atuação tenha sido mantido, somente quando os titulares Nikão e Pablo entraram é que a vitória foi garantida.

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Depois de sair atrás no placar no primeiro tempo, com gol de Brenner, de pênalti, o Furacão empatou no início da etapa final, com Bergson. A partir daí, virou um ataque contra defesa, com os donos da casa tendo dificuldades para concluir. Até que Nikão lançou Pablo, que bateu na saída do goleiro Saulo e definiu o resultado.

Bergson fez o primeiro gol do Furacão na vitória de virada. Foto: Denis Ferreira Netto
Bergson fez o primeiro gol do Furacão na vitória de virada. Foto: Denis Ferreira Netto

“Fizemos um dos jogos mais felizes em termos de resultado. Jogamos com uma equipe que não vinha entrosada, mas que recebe as mesmas informações e conseguimos ter uma boa performance. E aliar uma boa atuação com o resultado é o que buscamos. Estou confiante com o poder do nosso grupo”, apontou o técnico rubro-negro, que vê o Furacão fortalecido após este resultado.

“É importante. Você falar que confia no elenco é muito fácil. Colocá-lo para jogar na prática não é tão simples. Se entramos no jogo e perdemos, receberíamos muitas críticas, seríamos cobrados, traria uma pressão para o próximo jogo. Então é importante mostrar a confiança nos atletas. Estou muito feliz pelo que eles puderam render e o quanto o grupo se fortalece com este tipo de situação”, concluiu o treinador, que agora pode pensar, praticamente de forma exclusiva, na formação da equipe para a Sul-Americana.

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