A Arena da Baixada, que recebeu no sábado (14) o UFC 198, está finalmente começando a cumprir o seu papel. O estádio entrou na rota dos grandes eventos mundiais e, assim, está conseguindo potencializar o caixa do clube para fazer os investimentos necessários no futebol. Além do público de 45.207 pessoas o terceiro maior da história do UFC, a marca do Atlético ficou em evidência para bilhões de pessoas em 150 países durante a noite do último sábado.

O presidente do Rubro-Negro, Luiz Sallim Emed, afirmou que este evento é um dos primeiros resultados do legado da Copa para o clube, para Curitiba e para o governo do Estado. Ao todo, cerca de 20 mil turistas desembarcaram na capital paranaense na semana passada.

“Esse evento é um dos primeiros resultados positivos do Atlético ao fazer seu teto retrátil. Com isso, Curitiba foi colocada definitivamente na rota dos grandes eventos e mega shows. Isso demonstra também o grande legado que ficou da Copa do Mundo, pois você consegue, com esse evento, recursos para a cidade. A gente consegue medir isso com a movimentação de hotéis, restaurantes, aeroporto”, frisou Sallim.

A marca do Furacão foi exposta para todo o mundo com a realização do UFC 198. “É um dado inatingível. A marca que foi divulgada para bilhões de pessoas. Isso não dá para medir. É o Atlético que consegue estar em toda essa divulgação e nunca chegaria tão rapidamente nisso se não fosse esse evento. Isso foi extremamente positivo. É esse o grande legado que a Copa do Mundo permitiu, que o Atlético está junto com a prefeitura de Curitiba, com o governo do estado, deixando esse legado e esse resultado positivo para a sociedade paranaense”, emendou Emed.

Ainda sem atingir o resultado esperado na adesão de novos sócios, mesmo depois da conquista do título do Paranaense, o Atlético, com esses eventos, conseguirá fortalecer seu elenco. Emed frisou que a Arena foi reformada e ampliada para a Copa do Mundo, com todo o esforço, justamente para potencializar o caixa do clube para, assim, haver um investimento no futebol.

“Se você utilizasse o estádio apenas para o futebol, seriam 60 eventos no ano. Então, a ideia é você utilizar como ele foi idealizado, para múltiplos eventos. Todos esses shows e eventos que vão acontecer trazem resultado. Você passa a ter uma arrecadação melhor e, com isso, você consegue investir mais e fortalecer o elenco. Essa é uma estratégia de poder ganhar e arrecadar com outros modelos de negócio”, reforçou o presidente.

Antes do evento, o presidente do conselho deliberativo, Mário Celso Petraglia, afirmou que o sonho de tornar o Atlético campeão mundial em breve ainda está de pé. “Nós faremos no futebol o que fizemos em patrimônio. O Atlético será o maior clube formador de futebol do Brasil. O Atlético era um clube de bairro, o terceiro da cidade. Hoje somos um dos maiores do Brasil. O sonho de ser campeão mundial está mais em pé do que nunca. Quando assumi em 95 disse que seria campeão brasileiro em 10 anos e fomos em 6”, concluiu Petraglia, em entrevista à Rádio Transamérica.

Desafio

Luiz Sallim Emed voltou a desafiar o torcedor. O mandatário esperava que, com a conquista do título estadual, fato que não acontecia desde 2009, a procura para a adesão de novos planos de sócios fosse aumentar. Porém, de acordo com o presidente, isso não aconteceu.

“Estou acostumado a desafiar a nossa torcida, pois a gente percebeu que, apesar do time campeão, não teve adesão maior ao número de sócios. Vale a pena a gente mais uma vez desafiar a torcida para se associar. Há muitas vantagens de ser sócio, tem os benefícios nos ingressos desses grandes eventos. Então, um evento como esse é outro modelo de arrecadação para a gente ter um elenco mais forte em campo. Precisamos do apoio do nosso torcedor”, concluiu.