Grande arma do Atlético no Campeonato do Brasileiro de 2016, quando terminou na sexta colocação e conquistou uma vaga na Libertadores, a Arena da Baixada já não vem surtindo o mesmo efeito nesta temporada, principalmente no Campeonato Brasileiro. Se na temporada passada o Furacão perdeu apenas um jogo diante da torcida, agora este número já aumentou cinco vezes.

Em 13 partidas como mandante, o Rubro-Negro soma cinco vitórias, três vitórias e cinco derrotas, um aproveitamento de 46,15%, apenas o 13º melhor da competição. Números próximos dos times da zona de rebaixamento.

O Atlético, em casa, somou 18 pontos, próximo de times que, no momento, estão na zona da degola, como Coritiba (16), Avaí (16) e Atlético-GO (12). Em contrapartida, clubes que brigam pela Libertadores, que é o objetivo do Furacão, já passaram da casa dos 20 pontos. O pior mandante do G7 é o Botafogo, que tem 23 pontos.

Para o técnico Fabiano Soares, um dos motivos para as dificuldades de se jogar na Arena está na postura dos adversários, que vão a campo fechados, mais preocupados em se defender e abrindo mão de atacar, como aconteceu na derrota por 2×0 para o Atlético-MG.

“O Atlético-MG fez o antijogo, parando as jogadas. Não foi um jogo fluído, a outra equipe não quis jogar também. O Atlético se impôs em campo, mas não foi o suficiente para perfurar a boa defesa deles”, apontou o treinador.

No entanto, as maiores falhas do time atleticano se encontram justamente na defesa, permitindo que os adversários, nas poucas chances que criam, façam os gols. A prova disso é que o Rubro-Negro tem o sétimo melhor ataque entre os mandantes, com 19 gols, ao lado de Grêmio e Sport, mas ao mesmo tempo a nona pior defesa, com 15 gols sofridos.

Confira a classificação completa do Brasileirão!

Nos últimos quatro jogos na Arena da Baixada o Atlético foi vazado, totalizando cinco gols sofridos. A última vez que a defesa passou em branco em casa foi na goleada por 5×0 sobre o Avaí, no dia 3 de agosto. Aliás, somente nesta vitória e no triunfo por 1×0 sobre o São Paulo e no empate em 0x0 com o Botafogo a equipe saiu intacta de campo. Somente na vitória sobre o tricolor paulista é que o Atlético não era comandado por Fabiano Soares – na época, o técnico ainda era Eduardo Baptista.

A próxima chance de reverter este retrospecto é na quarta-feira que vem, quando o Furacão recebe o Atlético-GO, lanterna do Brasileirão e 14º melhor visitante, com quatro vitórias em 13 jogos. Se o objetivo do clube ainda é o G7, será preciso somar os três pontos neste confronto e voltar a fazer da Arena o Caldeirão do ano passado.