O atacante Walter provou, na vitória por 1×0 sobre o Brasil de Pelotas, na Copa do Brasil, a sua importância no Atlético. O camisa 18 entrou no segundo tempo, deu outra mobilidade ao setor ofensivo e foi peça importante para o Furacão conseguir a vitória sobre o time gaúcho e avançar na competição nacional. Uma volta que aconteceu após pedidos de desculpas e um arrependimento do centroavante por ter deixado o banco de reservas antes do fim do jogo contra o Londrina.

“Não me arrependo (dos gestos) porque não foi dado para a torcida. Foram dois babacas que ficaram me xingando e me cuspindo. Tenho um respeito muito grande com a torcida e jamais faria isso. Mas me arrependo muito de ter saído do banco. Fui pra casa, fiquei pensando e aí caiu a ficha. Quando eu tinha 18, 19 dias era uma coisa, tanto que fiquei 15, 20 dias trancado em casa em Porto Alegre (quando jogava no Internacional). Agora eu tenho uma filha e tenho que pensar duas vezes para fazer as coisas”, disse ele.

Antes mesmo de toda a repercussão e do vídeo da torcida organizada Os Fanáticos com alguns membros cobrando o atleta, Walter admitiu que ficou pensando em tudo que havia acontecido e foi se abrigar no CT do Caju, onde considera uma primeira casa e pôde cotar com o apoio de todos no clube.

“Cheguei no vestiário, fiquei pensando, minha esposa já me ligou na hora. E aí vim direto para o CT, porque é difícil ficar sozinho em casa nessa hora e aqui no CT é minha primeira casa, me sinto muito bem aqui. Pedi desculpas pro Paulo (Autuori), ele é um treinador de uma qualidade muito grande, só quer ajudar e só tenho que agradecer a ele pela força”, completou o atacante.