Ainda que o duelo entre Atlético e Fluminense fosse começar somente às 21h45, a festa da torcida do Furacão teve início muito antes disso no Maracanã. Desde o começo da semana, já era possível encontrar atleticanos que passeavam pelo calçadão de Copacabana trajando o manto rubro-negro. A expectativa era grande e não à toa: o jogo valia vaga para a final inédita da Sul-Americana.

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Depois de fazer 2×0 no jogo de ida, na Arena, os corações atleticanos sabiam que faltava pouco para que o Furacão se aproximasse de uma possível conquista internacional inédita na história do clube. O bairro de Copacabana, onde a delegação do Atlético ficou hospedada, foi colorido de vermelho e preto. O tradicional calçadão da praia mais conhecida de todo o Brasil foi povoado por forasteiros, que ostentavam com orgulho camisas e bandeiras do Clube Atlético Paranaense. Grupos de dois, dez, vinte e até 200, que em um “esquenta” promoveram até um pagode em um bar próximo à praia.

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Pra chegar até à capital fluminense, houve quem tivesse dado um jeitinho de faltar no trabalho e quem sequer reservou um lugar pra ficar, pois fez “bate e volta” para acompanhar o jogo. Teve quem veio de avião e até aqueles que enfrentaram 12 horas em uma viagem de carro para não perder um momento histórico do time. Era semifinal de uma competição internacional e, ainda por cima, no mais importante palco do futebol brasileiro. O sacrifício valia.

Do outro lado, a torcida do Fluminense aceitou uma trégua e foi apoiar o time. Mesmo diante de um momento crítico, em que o time corre risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e está cheio de problemas financeiros e políticos, os apaixonados pelo verde, grená e branco apareceram em bom número.

Poucas horas antes do confronto, nos arredores do Maracanã, os atleticanos começaram a tomar conta do espaço. Ainda que em número muito menor do que o adversário, eram maiores na empolgação e na confiança de que só voltariam para Curitiba com o passaporte carimbado para a final. Os rubro-negros poderiam não ser tantos, mas se sentiram à vontade, praticamente em casa.

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Dentro do Maracanã, a torcida mandante fez uma recepção calorosa para o Flu, com direito a mosaico e muitos cantos de apoio, tentando compensar na garganta o que faltava em campo. Mas a empolgação não durou.

O Furacão fez jus ao apelido e entrou em campo já destruindo. Nikão abriu o placar aos quatro minutos do primeiro tempo e Bruno Guimarães ampliou aos nove do segundo, fazendo com que os cerca de 2 mil atleticanos preenchessem todo o estádio com os gritos que ecoavam: “Aha, uhu, o Maraca é nosso”. E o Maracanã, realmente, foi do Atlético, que agora está a dois jogos de escrever um inesquecível capítulo em sua história. Como gratidão, os jogadores foram até a torcida pra festejar a classificação inédita, fechando com chave de ouro uma noite inesquecível.

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