O Atlético colocou um pé nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Com uma apresentação consistente e sem sustos, o Furacão jogou para o gasto para vencer o Caracas por 2×0, na noite desta quarta-feira (19), no Estádio Olímpico de La UCV, na Venezuela e pode até perder por um gol de diferença na partida de volta, dia 3 de outubro, na Arena da Baixada, para seguir adiante na competição internacional.

O time atleticano vira a chave e volta as suas atenções para o Brasileirão. No domingoterá pela frente o clássico contra o Paraná Clube, no Joaquim Américo, para tentar se afastar de vez da zona de rebaixamento.

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Mais organizado e diante de um adversário com problemas técnicos visíveis, o Atlético demorou para colocar em prático seu ritmo de jogo. Na verdade, o Furacão, apesar de ficar mais com a posse de bola, aceitava fácil a marcação do Caracas. Tanto que a primeira boa chance saiu apenas aos 21 minutos. Depois da cobrança de falta e de a defesa venezuelana afastar mal, Raphael Veiga chutou de fora, mas pegou mal.

O Atlético, com a marcação adiantada, forçava o erro do Caracas. O time venezuelano, então, entregava a bola ao Furacão que, por sua vez, não tinha o capricho necessário no último terço do campo. Aos 28, Jonathan cruzou e Pablo cabeceou por cima. Na única chance dos donos da casa, aos 30 minutos, quase o time atleticano foi castigado. Depois da cobrança de escanteio, a defesa rubro-negra parou e Añor, livre na área, errou o alvo.

Pra resolver

Apesar do susto, o Atlético seguiu melhor em campo. Quando aumentou um pouco seu ritmo ofensivo, o Furacão conseguiu o primeiro gol já na reta final do primeiro tempo. Aos 41, Jonathan cruzou, Pablo ajeitou, Marcinho errou o chute e Raphael Veiga, sozinho na área, mandou para o gol e colocou o Rubro-Negro em vantagem.

O gol do Atlético no final do primeiro tempo refletiu diretamente na forma de atuar do Caracas na etapa final. O time venezuelano apostou em uma postura mais ofensiva para tentar pelo menos empatar a partida. Até conseguiu pressionar o Furacão em alguns momentos, mas faltou qualidade ao time da casa para conseguir furar a boa postura defensiva da equipe comandada pelo técnico Tiago Nunes.

O Atlético, então, um pouco mais recuado, tinha a sua disposição os contra-ataques. Foi assim que Raphael Veiga quase marcou aos 11 minutos. De fora da área, o meia arriscou e quase fez um golaço. A entrada de Marcelo Cirino na vaga de Nikão deixou o Furacão ainda mais forte na sua proposta de explorar os espaços deixados pelo Caracas.

Assim, o Atlético definiu a vitória aos 27 minutos. Marcelo Cirino puxou contra-ataque, Pablo chutou e, no rebote do goleiro Herrera, Raphael Veiga, em grande fase, marcou de cabeça e ampliou a vantagem atleticana. A equipe venezuelana, então, se entregou de vez e foi para o tudo ou nada para tentar diminuir a vantagem do Furacão.

Com mais tranquilidade e com a vitória encaminhada, o Atlético tinha facilidade para administrar o placar. O Furacão, na verdade, aproveitou o desespero do Caracas para controlar a partida até o final e garantir grande vantagem para o duelo da volta, na Arena da Baixada, dia 3 de outubro.

FICHA TÉCNICA

COPA SUL-AMERICANA
Oitavas de final – Ida

Caracas 0x2 Atlético

Caracas
Herrera; Ferreira, Muriel, Quijada e Añor; Martins, Moreira (Garcés), Diaz (Saggiomo), Canelón e Hernandez (Chacón); Arrieta.
Técnico: Noel Sanvicente

Atlético
Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington, Lucho González e Raphael Veiga (Guilherme); Marcinho (Rony), Nikão (Marcelo Cirino) e Pablo.
Técnico: Tiago Nunes

Local: Estádio Olímpico de La UCV (Caracas-Venezuela)
Árbitro: Andres Rojas (Colômbia)
Assistentes: Eduardo Diaz (Colômbia) e Humbro Clavijo (Colômbia)
Gols: Raphael Veiga, 41 do 1º e 27 do 2º
Cartões amarelos: Canelón, Garcés (CAR); Lucho González (CAP)

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