Com altos e baixos até agora neste início de temporada, o Atlético vai ter que provar em uma semana a força e a capacidade do elenco formado para 2016. O início dos jogos decisivos do Furacão é nesta quinta (17), diante do Brasil de Pelotas, fora de casa, pela Copa do Brasil, passa pelo clássico contra o Coritiba, domingo, na Arena da Baixada e termina na quarta-feira que vem (22), no jogo único da semifinal da Primeira Liga diante do Flamengo, em Juiz de Fora.

O técnico Paulo Autuori, com menos de uma semana de trabalhos no comando do Atlético, está tendo que fazer os ajustes necessários mais na base da conversa do que nos treinamentos. O calendário apertado do futebol brasileiro foi alvo de críticas do comandante atleticano, que admitiu não ter tempo para trabalhar.

“Essa é a realidade do futebol brasileiro. O problema disso é o calendário e a CBF é também responsável e tem que alterar isso. É impossível trabalhar com a equipe. A quantidade de jogos é enorme. Nosso objetivo é que todos estejam no mesmo nível, logicamente respeitando a individualidade de cada um”, apontou o treinador.

Por conta da sequência de jogos, Paulo Autuori, diante do PSTC, sábado (12), poupou alguns jogadores. O treinador, porém, afirmou que não fará mudanças radicais no time atleticano e que, se houverem, as mexidas serão pontuais. “Temos que fazer que em determinadas sequências de jogos, em termos táticos, que os setores estejam com uma integridade física para que possa jogar do jeito que a gente quer. Sou totalmente contra fazer mudança radical de um jogo para o outro. É falta de respeito total a todos do futebol”, explicou o comandante.

Sem moleza

Apesar de enfrentar uma equipe teoricamente mais fraca tecnicamente nesta primeira fase da Copa do Brasil, o treinador atleticano espera muitas dificuldades neste duelo. Autuori salientou a dificuldade dessa competição, principalmente pela renda que clubes menores podem alcançar a cada fase avançada no torneio.

“Não consigo vislumbrar um jogo fácil. A Copa do Brasil é complicada, é uma competição importante para algumas equipes, que se passarem de fase conseguem ter um retorno financeiro, principalmente para clubes que têm só o primeiro semestre e isso tem muito pelo Brasil afora. O grau de dificuldade é enorme e espero que, nos próximos três jogos, a gente possa solidificar alguns conceitos e isso para mim é importante. Espero que a equipe, a cada jogo, possa ir assimilando coisas distintas e importantes na construção do jogo da maneira que queremos”, finalizou ele.

Dois fatos! Leia mais do futebol parananese na sempre polêmica coluna do Mafuz!