Finalista do segundo turno do Campeonato Paranaense, o Atlético começou a semana com muito mais motivos para comemorar. O Furacão comemora nesta segunda-feira mais um ano de existência. São 94 anos de história, paixão, conquistas e um futuro todo pela frente para que o time rubro-negro consiga se tornar um dos principais clubes do futebol brasileiro e sul-americano.

Mesmo com essa ambição e de tentar conquistar o título mundial nos próximos anos (promessa de campanha do presidente Mário Celso Petraglia), o Atlético vive um momento de reflexão. O Furacão, na verdade, não consegue unir sua estrutura invejável, que é considerada a melhor do Brasil, com seus resultados dentro e fora de campo.

O Atlético vive hoje, por exemplo, um momento complicado fora das quatro linhas. Há uma briga que parece ser interminável com a torcida organizada Os Fanáticos. A Arena da Baixada, temida em outras épocas pelos adversários, foi esvaziada, está fria e sem cor. Nesta ano, por exemplo, o Furacão tem média de 6.370 torcedores por partida. Ou seja, uma taxa de ocupação de apenas 15% do Joaquim Américo.

As reivindicações são muitas e um consenso entre a diretoria do Atlético e a torcida rubro-negra parece ser improvável no momento. Os pedidos vão de ingressos mais baratos, liberação de materiais das organizadas, até a mudança da cor das cadeiras da Arena da Baixada. Enquanto isso, os jogos do Furacão seguem esvaziados e o caldeirão segue longe daquele que colocava medo nos adversários.

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O crescimento do Atlético nos últimos começou justamente no final da década de 90, quando o clube decidiu construir a Arena da Baixada. Dois anos depois do Joaquim Américo ser reinaugurado, o Furacão, em 2001, conquistou pela primeira vez o título do Campeonato Brasileiro. A partir daí, o clube alçou voos mais altos e passou a ser mais reconhecido no território nacional e sul-americano.

O título brasileiro de 2001 retratado na euforia do técnico Geninho. Foto: Valterci Santos/Arquivo
O título brasileiro de 2001 retratado na euforia do técnico Geninho. Foto: Valterci Santos/Arquivo

Nos anos 2000, o Atlético viveu em campo alguns períodos de instabilidade. Poucas vezes flertou com o risco de rebaixamento, mas acabou caindo no Brasileirão de 2011, ainda na gestão do presidente Marcos Malucelli. Coube à Mário Celso Petraglia, no ano seguinte, devolver o Furacão para a elite do futebol nacional.

No meio dessa luta para voltar à primeira divisão, o Atlético subiu de vez de patamar no cenário do Brasil ao reformar e ampliar a Arena da Baixada. O estádio atleticano recebeu quatro partidas da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, e tem um dos palcos mais modernos do futebol brasileiro na atualidade. Palco que também é capaz de receber grandes eventos e shows internacionais.

Com capacidade para 40 mil torcedores, a nova Arena da Baixada esteve lotada poucas vezes. A meta do presidente Mário Celso Petraglia era de atingir a marca de 40 mil novos sócios. No entanto, as seguidas brigas e a insatisfação geral dos torcedores faz com que o clube tenha, atualmente, pouco mais de 20 mil associados.

Dentro de campo, o Atlético segue mudando seus conceitos. Depois de, nos últimos anos, apostar no DIF (Departamento de Informação do Futebol), o Furacão destituiu essa maneira de trabalhar neste começo de temporada. Agora, aposta no técnico Fernando Diniz para comandar o departamento de futebol do clube e a equipe atleticana dentro de campo.

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É assim que o Atlético entra no seu 94º aniversário. Em busca de um caminho mais convicto no seu departamento de futebol e tentando ter o crescimento que a sua diretoria atual espera. Se a meta é ser campeão mundial nos próximos anos, a mudança terá que vir de dento para fora, já que o clube já provou que tem condições de alçar voos mais altos no cenário nacional e internacional.