Rio de Janeiro – O Atlético está na final da Copa Sul-Americana. Em uma noite gloriosa no Maracanã, o Furacão venceu o Fluminense por 2×0, aplicou uma “goleada” de 4×0 no placar agregado e conquistou a vaga para a segunda final internacional de sua história. Agora, aguarda para saber onde vai jogar na próxima quarta – dependendo de quem passar na outra semifinal, se Junior Barranquilla ou Independiente Santa Fe. A decisão será no dia 12, no maior jogo da história da Arena da Baixada.

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Os torcedores vinham por todos os lados. Claro que não era aquele mar de gente dos velhos tempos, mas quem duvidou da torcida do Fluminense saiu perdendo. Era um ótimo público para um time que carregava uma grande desvantagem. Os atleticanos chegavam em grupos, ocupando quase totalmente o espaço destinado aos visitantes. Durante o dia, eles tinham feito a festa na zona sul, fazendo Copacabana se sentir um pouco curitibana. Mas todos sabiam que na hora em que a bola rolasse o bicho iria pegar.

Jogadores do Atlético comemoram a classificação pra final da Sul-Americana. Foto: Albari Rosa
Jogadores do Atlético comemoram a classificação pra final da Sul-Americana. Foto: Albari Rosa

Só que o Atlético tratou de encaminhar a classificação com apenas cinco minutos de jogo. No primeiro descuido da saída de bola tricolor, Pablo roubou, Marcelo cruzou e Nikão apareceu nas costas da zaga para marcar o gol rubro-negro. Um balde de água gelada nos quase 38 mil torcedores cariocas, uma festa imensa dos dois mil visitantes no Maracanã. O que era difícil para os donos da casa passou a ser uma tarefa quase impossível. Caberia ao Furacão jogar com inteligência até chegar ao final da partida.

E foi o que aconteceu no primeiro tempo. A vantagem ampliada permitiu ao Atlético ficar firme na marcação. Fechava todos os espaços, deixava apenas os zagueiros do Flu com a posse de bola e evitava riscos. Na base da luta, Luciano, Júnior Dutra e Marcos Júnior tentavam ameaçar, mas Santos não fez uma defesa sequer nos 46 minutos iniciais. E se não fossem os erros de passe quando a bola era retomada, haveria mais chance para ampliar o placar.

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Quando a saída do contra-ataque funcionou, o segundo gol veio. Eram nove minutos do segundo tempo. Em outra roubada de bola, a arrancada de Nikão entrou Marcelo, que cruzou para Bruno Guimarães. Era o prêmio para a atuação tática quase perfeita do Furacão, marcando e jogando, sendo sério, dando chutão quando preciso e trocando passes quando era possível. Era como se toda a recuperação construída desde a parada para a Copa do Mundo se resumisse em uma noite.

Noite que teve vários personagens. Em campo, Nikão foi o principal deles. Marcou como um volante, correu como um velocista, fez gol como um centroavante. Jogou seu grande jogo com a camisa do Atlético. Bruno Guimarães, atração de vários clubes europeus, mandou no meio-campo, sendo ajudado por um discreto e fundamental Lucho González. Marcelo teve uma noite ao seu estilo, perdendo bolas fáceis mas dando duas assistências. E Léo Pereira foi absoluto por cima e por baixo.

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Fora de campo, a torcida que veio fazendo festa desde o Aeroporto Afonso Pena – e alguns pelas rodovias Régis Bittencourt e Presidente Dutra – comemorou desde o início da partida, cantando o “tá chegando a hora” com 20 minutos da etapa final. Enquanto o Maracanã se esvaziava aos poucos, pois os torcedores do Fluminense deixaram o estádio desde o momento do segundo gol atleticano, aquele pequeno espaço cheio de rubro-negros festejava como se não houvesse amanhã.

Faltou só falar de Tiago Nunes. Oficialmente interino, mas dono de um apoio da torcida poucas vezes visto para um treinador, o comandante do Atlético fez se seu primeiro jogo no “maior do mundo” uma experiência inesquecível. Jogou com o time, vibrou com os gols, se emocionou no apito final. Mas ele, tal como jogadores e torcedores, já pensam no próximo passo. Na primeira partida final, quarta-feira, na Colômbia. Na busca para escrever o nome de todos na história do Furacão.

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