O Atlético está prestes a encarar uma importante maratona de jogos. Serão cinco compromissos em 15 dias, entre partidas do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana. Porém, o calendário pode ficar ainda mais apertado, caso o time avance na competição continental, objetivo declarado do clube, que busca o título.

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Pra dar conta das duas disputas, o técnico Tiago Nunes precisa ter uma estratégia muito definida para extrair força total do time nessa sequência. Na Série A, o desafio é terminar a temporada entre os seis primeiros colocados para conseguir uma vaga na Libertadores da América. Atualmente, o Atlético é o oitavo no Brasileirão, com 39 pontos somados.

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O primeiro jogo da sequência será diante do São Paulo, neste sábado, no Morumbi. Na próxima semana, na quarta-feira , o Furacão encara o Bahia no jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana. Três dias depois, no sábado da semana que vem, o time recebe o Botafogo na Arena da Baixada. Já no dia 31, quarta-feira, joga a partida de volta com o Bahia para decidir quem vai às semifinais da da Sul-Americana. Sem tempo para respirar, fecha a sequência indo até o Rio Grande do Sul para confrontar o Internacional.

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Se o Atlético derrotar o Bahia e avançar de fase, emendará ainda mais jogos à rotina. As semifinais da Sul-Americana devem ser nos dias 7 e 28 de novembro e as finais, em 5 e 12 de dezembro. Portanto, caso chegue à grande decisão, o Rubro-Negro não terá mais nenhuma semana cheia para treinamentos até o final do ano. Além disso, o Furacão terá que esticar seu calendário em 10 dias, já que no Brasil, as atividades dos clubes se encerram no dia 2 de dezembro.

Para aguentar a maratona, o técnico Tiago Nunes quer contar com o que há de melhor em sua equipe. Como já disse por diversas vezes que o clube vê a Sul-Americana como um objetivo maior, mas também declarou que pretende brigar por uma vaga na Libertadores no Brasileirão, o comandante não quer saber de preservar atletas que considere importantes.

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“A gente não se dá ao direito de poupar ninguém. Quando fala em poupar, a gente está desqualificando os jogadores que estão jogando pouco. Por mais que a gente tenha uma equipe base, o fato de priorizar uma equipe ou outra tem que ter um cuidado para não desrespeitar os atletas que fazem parte do grupo”, explicou Nunes. Até agora, porém, o único que ainda não entrou no rodízio foi o goleiro Santos, titular absoluto na meta. Computando Sul-Americana e Brasileiro, ele foi forçado a ficar de fora de apenas dois compromissos. Contra o América-MG, no primeiro turno, ele estava com conjuntivite e contra o Vitória, na segunda parte da competição, ele cumpriu suspensão por ter manuseado um celular em campo.

Por isso, ele já sabe a estratégia que vai usar nos próximos passos desta verdadeira maratona. “A ideia é colocar o que tem de melhor para o jogo contra o São Paulo, para aquela circunstância, e quem tem de melhor depois para o jogo da Sul-Americana”, arrematou.

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