Falta muito para o Atlético sair da encrenca em que se meteu. Após treze rodadas do Campeonato Brasileiro, a antepenúltima colocação é um tormento que vai acompanhando o time em campo. E mesmo quando se vê evolução, o resultado ainda não aparece. E foi o que aconteceu na noite desta quinta-feira (19) na Arena da Baixada. Mostrando que pode render mais, o Furacão seguiu falhando, e por isso ficou no empate em 2×2 com o Internacional, resultado que deixa o time “agarrado” à zona de rebaixamento.

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Apesar de Marcelo (Cirino) e Bruno Nazário estarem à disposição, Tiago Nunes apostou apenas em Bergson como novidade. Saiu, como sempre, Matheus Rossetto. A alteração deixava o Rubro-Negro naturalmente mais agressivo, abrindo o meio-campo e dando opções de jogo para Raphael Veiga, Nikão e Pablo. E foi assim que o jogo começou, com o Inter pressionado e os donos da casa criando oportunidades. Só que Tiago Nunes foi obrigado a trabalhar com seis minutos, pois Thiago Heleno sofreu uma forte torção de tornozelo e teve que ser substituído por Wanderson.

E o início positivo levou outro duro golpe prematuro. Numa falha de marcação, Nico López ficou livre para chutar. A bola desviou em Paulo André e Santos, ao tentar tirar, jogou a bola no corpo de William Pottker. O toque do atacante colorado foi com o braço, mas a arbitragem não considerou infração. Os gaúchos estavam na frente.

Raphael Veiga, autor do primeiro gol do Atlético, foi o melhor em campo. Foto: Albari Rosa
Raphael Veiga, autor do primeiro gol do Atlético, foi o melhor em campo. Foto: Albari Rosa

Era preciso começar tudo de novo. O Atlético manteve o plano de jogar pelos lados do campo, principalmente com Nikão, mais participativo do que em outras rodadas. A presença de Bergson melhorava o sistema ofensivo, fazia com que o Furacão fosse um time mais perigoso. O atacante foi quem obrigou Danilo Fernandes a fazer boa defesa. E enfim havia velocidade de saída, coisa que na “era Diniz” não acontecia. Assim veio o empate – num contra-ataque, Raphael Veiga arrancou, ganhou espaço e chutou forte de longe. Um belo gol aos 43 minutos do primeiro tempo.

O Rubro-Negro voltou do intervalo dando “um passo à frente”. Adiantando a marcação e impedindo que Nico López fosse acionado, os donos da casa foram tomando conta do jogo definitivamente. O risco do contra-ataque era reduzido pelo bom trabalho da turma do ataque. E as chances apareciam, como quando Pablo escorou cruzamento de Renan Lodi e assustou Danilo Fernandes. E a virada, que era questão de tempo, veio com Paulo André, escorando com estilo o escanteio cobrado por Raphael Veiga.

Logo depois, Tiago Nunes promoveu a estreia de Bruno Nazário, que entrou no lugar de Nikão. Seria a válvula de escape na hora da mudança de perfil do jogo – era o Inter que iria pressionar a partir daquele momento. Santos salvou o Atlético num chute cruzado de Pottker. Os gaúchos abusavam das jogadas de Rossi pela direita, que vencia os duelos com Renan Lodi. E na pressão colorada, com o Furacão nas cordas, que o empate aconteceu. Justamente Rossi estava livre e cruzou. Após a falha no corte, Wellington Silva acertou o canto.

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O jogo ficou aberto. O Internacional chegava mais, mas o Furacão era perigoso, e Pablo teve uma chance incrível. Bergson teve duas oportunidades. Na primeira, uma furada impressionante. Na segunda, como se quisesse chutar toda a zica para longe, mandou uma bomba quando era preciso apenas dar um toque para o gol. Nervoso (Renan Lodi chegou a ser expulso), o Furacão viu a vitória escapar apesar de ser um time bem mais equilibrado. Tiago Nunes terá trabalho.