O confronto entre Palmeiras e Atlético, nesta quarta-feira (5), às 21h, no Allianz Parque, pode ter um reencontro especial. Fundamental nas cinco temporadas em que defendeu o Rubro-Negro, o goleiro Weverton é o titular do time paulista, e pode fazer sua primeira partida contra o clube em que se afirmou no cenário nacional, chegando à seleção brasileira e à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

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O problema é que o eterno camisa 12 do Furacão vem sofrendo com dores nas últimas partidas do Palmeiras, e por isso é dúvida para o confronto. O técnico Luiz Felipe Scolari deixou aberta a escalação de Weverton, e Fernando Prass está de sobreaviso para qualquer eventualidade.

Caso reúna condições de jogo, o goleiro certamente terá muitas emoções. Como diz o clichê, vai passar um filme na cabeça dele. Afinal, o atual titular do Palmeiras se transformou num nome reconhecimento nacionalmente vestindo o uniforme do Atlético. Chegou em 2012, vindo da Portuguesa, e depois de algumas partidas na reserva, passou a ser dono incontestável da posição. E decisivo nas partidas que levaram o Furacão de volta para a primeira divisão.

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A partir daí, todas as grandes campanhas do Rubro-Negro tiveram a participação efetiva de Weverton. O vice-campeonato da Copa do Brasil e a terceira colocação no Brasileirão em 2013, as duas idas à Copa Libertadores (2014 e 2017) e o título paranaense de 2016 foram os principais momentos atleticanos na sua história recente. E é possível apontar intervenções decisivas do então camisa 12 em todos esses torneios.

Esse retrospecto o levou a ser o substituto – irônica coincidência – de Fernando Prass na seleção olímpica. Convocado por Rogério Micale, Weverton foi titular na campanha vitoriosa da Olimpíada, e esteve nos planos de Tite para a Copa do Mundo até o segundo semestre do ano passado, quando algumas falhas no Furacão e a boa fase de Cássio tiraram o goleiro do radar do treinador.

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Após cinco anos e meio e 318 jogos, Weverton deixou o Atlético e foi defender o Palmeiras. O clube paulista teve que se esforçar para liberar o jogador antes do final de seu contrato – no final, foi facilitada a vinda de Raphael Veiga para o Rubro-Negro. Depois de ficar como terceiro goleiro, atrás de Prass e Jaílson, ele recebeu o voto de confiança do ex-treinador Roger Machado, reafirmado por Felipão. Hoje ele é um dos integrantes da “família Scolari”. E pode ver do outro lado do campo o clube responsável por tudo isso.

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