Foram quase 95 anos de história e o Atlético finalmente conseguiu seu primeiro título internacional. Caldeirão lotado, festa liberada e uma dose extra de sofrimento embalaram o Furacão na vitória sobre o Junior Barranquilla nas penalidades por 4x3 depois do empate em 1×1 no tempo normal e na prorrogação, na noite desta quarta-feira (12), na Arena da Baixada e que garantiu a conquista da Copa Sul-Americana, uma bolada em dinheiro e as participações na Libertadores, na Recopa Sul-Americana e na Copa Suruga na próxima temporada. O título coroa a equipe rubro-negra que, do meio do ano para cá, deu uma reviravolta, e saiu da lanterna do Brasileirão para ser um dos donos das Américas de 2018.

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Se na partida da semana passada, em Barranquilla, o Atlético pouco atacou, desta vez, o time do técnico Tiago Nunes precisou buscar o gol. Nos primeiros minutos, diante da postura totalmente defensiva do Junior, o Furacão criou boas chances com Pablo, Renan Lodi e Marcelo Cirino. O time colombiano aproveitava os espaços deixados pelo time atleticano e, na primeira chegada com perigo, Barrera chutou da meia-lua, mas errou o alvo.

Depois da pressão inicial do Furacão, o Junior Barranquilla conseguiu até equilibrar um pouco a partida. O Rubro-Negro, preocupado com as investidas pelo lado esquerdo do ataque colombiano, reforçou sua marcação com Marcelo, que voltava para ajudar Jonathan a minar as chances dos visitantes. Mesmo assim, foi por ali que o Junior quase marcou aos 20 minutos. Depois da troca de passes perto da área, Téo Gutiérrez arriscou da entrada da área e Santos salvou.

Confira como foi o jogo entre Atlético e Junior Barranquilla! 

Mas o Atlético seguiu melhor e criando as melhores chances. Renan Lodi, aos 23, pegou o rebote, arriscou de fora e Sebastián Viera fez grande defesa. Três minutos depois não teve jeito. O caldeirão ferveu quando o atacante Pablo abriu o placar. O camisa 5, depois da rebatida e da falha defensiva do Junior, tabelou com Raphael Veiga e bateu sem chances para o goleiro colombiano.

O Atlético, na verdade, no primeiro tempo, jogou apenas 26 minutos. Levou à risca a frase do volante Lucho González, que afirmou recentemente que final não se joga, mas se ganha. O Furacão deu um passo pra trás, assumiu uma postura mais defensiva e chamou o Junior para o seu campo. O time rubro-negro queria os contra-ataques. Mas a estratégia não deu muito certo e a equipe colombiana passou a rondar a área do goleiro Santos, mas sem eficiência para conseguir o empate ainda no primeiro tempo.

Jogo foi marcado por nervosismo. Foto: Albari Rosa.
Jogo foi marcado por nervosismo. Foto: Albari Rosa.

O Atlético voltou do intervalo com Rony no lugar de Marcelo. Mais ofensivo, o time rubro-negro quase encaminhou o título aos 30 segundos, mas Pablo, na cara do gol, chutou para grande defesa de Sebastián Viera. A partir deste lance, o Junior Barranquilla tomou conta do jogo, sobretudo porque o atacante Luis Díaz, destaque da partida na Colômbia, entrou no jogo. O Furacão, sem poder de criação e com a marcação frouxa, tinha dificuldades para conter as investidas dos colombianos.

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Depois de Santos salvar na tentativa de Luis Díaz, aos 8 minutos, o Junior Barranquilla conseguiu o empate quatro minutos mais tarde. Depois do escanteio e do desvio no primeiro pau, Téo Gutiérrez, com oportunismo, desviou e igualou o marcador. O Rubro-Negro sentiu o gol sofrido e, na sequência, Léo Pereira errou na defesa e Luis Díaz, na cara do gol, perdeu grande chance de virar a partida.

O Atlético estava assustado. O caldeirão se calou e o Junior Barranquilla, sentindo o bom momento, foi para cima do Furacão. Aos 19, em outra falha de Léo Pereira, Luis Díaz passou por Jonathan, chutou forte e Santos defendeu. Com o torcedor rubro-negro impaciente, o time sentiu em campo. Assim, a equipe colombiana seguiu criando boas chances. Téo Gutiérrez e Barrera perderam boas chances de virar o placar.

Depois de conseguir equilibrar a partida, o Atlético seguiu sem poder de criação e sem chegar na meta de Sebastián Viera. O Junior, então, sempre perigoso nos contra-ataques, continuou criando as melhores chances. Aos 33, Yoni González, autor do gol na partida de ida, recebeu livre, mas demorou para chutar e desperdiçou grande chance. O Furacão, na reta final, aumentou a pressão. Nikão, já nos acréscimos, quase marcou, mas não evitou que a decisão do título fosse para a prorrogação.

Susto na prorrogação

O Atlético tentou voltou com uma postura mais ofensiva para a prorrogação. O atacante Rony entrou de vez no jogo, mas o Junior Barranquilla seguiu criando as melhores chances. Aos seis, Luis Díaz quase marcou de bicicleta. Além de não jogar bem e de passar sustos, o Furacão ainda perdeu Pablo e Nikão. O time colombiano seguiu melhor e, por pouco Téo Gutiérrez não marcou o gol da virada ainda antes do intervalo.

Junior Barranquilla perdeu penalidade na prorrogação. Foto: Albari Rosa.
Junior Barranquilla perdeu penalidade na prorrogação. Foto: Albari Rosa.

Nos 15 minutos finais, o Junior Barranquilla seguiu melhor em campo e teve a chance de garantir o título aos 5 minutos. O goleiro Santos fez penalidade desnecessária em Yoni González. Mas a exemplo do que ocorreu na Colômbia, quando Pérez desperdiçou, Barrera, melhor em campo, isolou e manteve a esperança de título do Atlético.

O time atleticano, então, cresceu no jogo. Apesar do desgaste físico visível, o Atlético quase marcou. Aos 8, Bergson bateu cruzado e quase marcou. Foi, na verdade, a única chance do Furacão no tempo extra da grande decisão. O Junior Barranquilla, mais inteiro e mais organizado, insistiu no final, mas a disputa do título foi para as cobranças de pênaltis.

Nos pênaltis, Narváez fez o primeiro para os colombianos. Jonathan empatou para o Atlético. Fuentes carimbou a trave na segunda cobrança do Junior Barranquilla. Logo depois, Raphael Veiga colocou o Furacão em vantagem. Pérez bateu o terceiro e empatou para os visitantes. Bergson meteu a bola na rede e voltou a fazer a festa para a torcida atleticana. Téo Gutiérrez foi bater o quarto e isolou, provocando uma verdadeira explosão na Arena. Renan Lodi foi bater o seu e também meteu pra fora. O goleiro Viera foi pra bola e fez o dele. Por fim, Thiago Heleno meteu uma bomba e deu o título ao Atlético. Festa no Caldeirão!

FICHA TÉCNICA

COPA SUL-AMERICANA
Final – Volta

Atlético 1×1 Junior Barranquilla

Atlético
Santos; Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira, Renan Lodi; Lucho González (Wellington), Bruno Guimarães e Raphael Veiga; Marcelo Cirino (Rony), Nikão (Marcinho) e Pablo (Bergson).
Técnico: Tiago Nunes

Junior Barranquilla
Sebastián Viera; Marlon Piedrahita, Jefferson Gómez (Ávila), Rafael Pérez e Fuentes; Víctor Cantillo,  Luis Narváez, James Sánchez (Yoni González) e Jarlan Barrera (Daniel Moreno); Luis Díaz e Téo Gutiérrez.
Técnico: Julio Comesaña

Local: Arena da Baixada
Árbitro: Roberto Tobar (Fifa-CHI)
Assistentes: Christian Schiemann (Fifa-CHI) e Claudio Ríos (Fifa-CHI)
Gols: Pablo, 26 do 1º; Téo Gutiérrez, 12 do 2º
Cartões amarelos: Jonathan, Wellington (CAP); Yoni González, Luis Narváez, Jefferson Gómez, Marlon Piedrahita (JUN)
Público total: 40.263
Renda: R$ 2.084.560,00

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