Mais do que tirar o time da zona de rebaixamento, a vitória por 2×1 sobre o Grêmio, sábado (25), na Arena da Baixada, mostrou que o Atlético está diferente na temporada. Depois de encerrar o Campeonato Brasileiro pré-Copa do Mundo na 19ª colocação, o Furacão embalou e já emendou seu quinto jogo consecutivo sem perder na competição, com três vitórias e dois empates. Desta série, todos os triunfos foram em casa, sendo o diante do tricolor gaúcho o mais complicado, mas não necessariamente o mais difícil.

Contra os reservas gremistas, o Rubro-Negro mostrou novamente atitude e postura ofensiva. Mais do que isso, mostrou segurança e tranquilidade. Com menos de dez minutos de jogo, a equipe já havia levado uma bola na trave e estava perdendo por 1×0, graças a um gol de Cícero, cobrando um pênalti bem questionável. Não foi a primeira vez que o time atleticano saiu atrás no placar na ‘era Tiago Nunes’, mas foi a primeira em que saiu com os três pontos. Nas outras duas, empatou com o Cruzeiro em 1×1, pela Copa do Brasil, e empatou em 2×2 com o Internacional, no Brasileirão.

Sem afobação, o Atlético foi buscar o importante resultado. O gol de Pablo, aos 12 minutos, pouco depois do Grêmio marcar, ajudou nesta reação. Depois disso, o Furacão dominou o confronto, principalmente em jogadas de velocidade pelos lados do campo.

Antes de a bola rolar, o técnico gremista, Renato Gaúcho, afirmou que tinha aberto mão de um centroavante para explorar os contra-ataques, pois esperava um Rubro-Negro ofensivo. Como de fato foi, mas sem dar espaços na defesa. Tanto que Santos foi quase um mero espectador em campo, sem nenhuma defesa. Por outro lado, a equipe atleticana a todo momento conseguia uma arrancada e rondava a área do adversário. Uma situação semelhante às nas vitórias por 4×0 sobre o Vitória e 3×0 sobre o Flamengo, mas com o diferencial na dificuldade em matar o confronto.

Confira a classificação completa do Brasileirão

Alívio que só veio aos 25 do segundo tempo, quando Jonathan tabelou com Bruno Nazário e bateu na saída de Paulo Victor. Depois que virou o placar, o Atlético sabia que a vitória estava garantida. Não sofria pressão e ainda conseguia chegar ao ataque. Desta vez, não fez mais gols, mas mostrou que tem qualidade para estar mais acima da posição que ocupa atualmente, com dois jogos a menos que a grande maioria dos adversários.

Fora da zona da degola, a tendência é que a pressão no Furacão diminua, mas não o ímpeto. Quarta-feira (29), o time recebe o Vasco, em mais um confronto direto e que pode servir para o time, quem sabe, possa olhar ainda mais para cima na tabela e mostrar que, de fato, esse é um momento diferente no ano.

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