O torcedor do Atlético está contando as horas para a grande final da Copa Sul-Americana, amanhã, às 21h45, na Arena da Baixada, diante do Junior Barranquilla. Desde o empate na partida de ida, semana passada, na Colômbia, a expectativa é muito grande para que o Furacão possa, enfim, conquistar o primeiro título internacional da sua história. Mas o caminho para a taça, apesar de parecer curto, ainda requer serenidade, pés no chão e muito foco do time atleticano.

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Ao seu favor, o Atlético terá o fator Arena. Desde que o técnico Tiago Nunes assumiu o comando do time atleticano, na metade do ano, foram 18 partidas no Caldeirão com 15 vitórias, dois empates e uma derrota, totalizando 87% de aproveitamento. É com esse rendimento que o Furacão vai entrar em campo para confirmar sua grande fase no Joaquim Américo e tentar garantir o título da Copa Sul-Americana.

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Nesses jogos, foram 41 gols marcados, ou seja, média de quase 2,5 anotados por partida. Para ser campeão, no entanto, o Atlético precisa de menos. Uma vitória simples basta. Na defesa, os números também são positivos. Foram apenas nove gols sofridos nesses 18 compromissos em casa sob o comando do atual comandante.

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Tudo, na verdade, está jogando a favor do Atlético. A Arena da Baixada deve bater o recorde de público do estádio. A marca é atualmente do Paraná Clube que, no ano passado, colocou mais de 39 mil pessoas no Joaquim Américo no duelo diante do Internacional, válido pela Série B. Mas apesar de todo esse clima favorável, o time rubro-negro sabe que terá dificuldades pela frente. O Junior Barranquilla já mostrou sua capacidade na partida de ida e minou as principais ações ofensivas do Furacão.

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Para o meia Nikão, é inevitável não pensar nesse jogo, até porque é o último jogo da temporada. “Sabemos da nossa força dentro de casa. Mais uma vez, temos que colocar em prática o que aprendemos durante o ano. Temos que manter a serenidade, porque precisamos ter tranquilidade dentro do campo. Será um jogo resolvido em detalhes e temos que saber jogar o jogo”, reforçou o jogador.

Se nas ruas o torcedor do Atlético não esconde a ansiedade com a partida, os jogadores do Atlético, no penúltimo treinamento antes da partida, ontem, no CT do Caju, estavam em um clima descontraído. Contaram ainda com a presença do ex-jogador Grafite, que defendeu as cores do clube até o ano passado e agora virou comentarista esportivo.

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Mas a alegria foi demonstrada apenas no aquecimento. Com a bola rolando, sob o comando do técnico Tiago Nunes, todas as atenções nas ficaram voltadas às orientações do comandante. O time, na verdade, sabe que jogar uma final é diferente. Será ainda o último jogo do ano e que pode coroar o trabalho do grupo que, em 2018, chegou a ser lanterna do Brasileirão e tem a chance de fechar o ano com chave de ouro.

“É um jogo diferente. De todos os jogos que fizemos nesta temporada, este é o mais especial. O jogador trabalha para ser campeão. Nestes dez anos de Atlético, não tive a oportunidade de conseguir um título tão expressivo. Estou tendo uma oportunidade e vou dar a minha vida para conseguir”, concluiu o atacante Marcelo Cirino.

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