Recuperação, consolidação e ascensão. Esses são os três “passos” que o Atlético planejou para sair de um clube em crise, lá em 1995, até se tornar um dos grandes do futebol brasileiro. E nunca o Furacão esteve tão perto de dar o terceiro passo. Na véspera de disputar dentro de casa a final da Copa Sul-Americana, o Rubro-Negro apresenta hoje em um evento fechado seu novo escudo, o futuro uniforme e os planos para os próximos anos. É mais uma ação para internacionalizar a marca atleticana.

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Nos últimos 23 anos, o Atlético vem buscando se tornar um clube diferente no Brasil. As posições claras de contestação ao poder vigente da CBF e da Federação Paranaense e a crítica constante à forma que se reparte o bolo financeiro dos direitos de transmissão são apenas as faces mais visíveis desse processo. Internamente, há iniciativas ainda mais ousadas, que realmente colocam o Furacão em outro patamar na estrutura do esporte.

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Exemplo? A parceria com empresas internacionais para a adoção de métodos de treinamento e gestão do futebol. O que o Furacão faz já há alguns anos, usando como referencial o sucesso das seleções da Alemanha e da Bélgica, apenas agora é seguido. Na semana passada, o Flamengo recebeu de uma consultoria belga um projeto para unificação dos processos do departamento de futebol. Esse passo o Rubro-Negro paranaense já deu.

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Com CT e estádio próprios (apesar de toda a guerra jurídica pela definição dos custos da Arena da Baixada), com dinheiro em caixa para investir no futebol e planos sempre “fora da curva”, o Atlético quer se inserir no clube dos grandes para ficar. Para isso, usando os termos do técnico Tiago Nunes, não é mais possível comemorar vagas, e sim títulos. E a possibilidade da conquista da Sul-Americana com uma vitória simples amanhã à noite deixa o Furacão mais perto desse objetivo.

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Mudar o escudo, no projeto da diretoria, é outra manobra nesse sentido. Em todas as entrevistas dadas sobre o tema, até nas tratadas como “brincadeira”, o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, tratou do novo distintivo rubro-negro como algo sem paralelo no futebol mundial. “Nós queremos uma identidade própria. Não queremos mais ser sombra, imitação e nem o olhar de outra instituição. Precisamos ter uma identidade própria”, disse o dirigente em entrevista à rádio Transamérica, em novembro.

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Por isso o evento de hoje não termina só no escudo. Apresentará novo uniforme, novos planos de inserção digital, talvez até a nova plataforma que o clube promete para a transmissão de seus jogos. Mais que isso, apresentará sua filosofia, de “profissionalismo, geração de valor, segurança nos estádios, valorização dos clube-empresas”, como diz o convite enviado a conselheiros no final da semana passada.

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O Atlético quer tudo isso – garantir o êxito pleno do processo de torcida única, que é criticado pela maioria dos atleticanos; adotar o profissionalismo total em suas operações; entrar de cabeça nos novos mercados, inclusive o das criptomoedas; e conseguir enfim se transformar em clube-empresa, reforçando o lobby (que é engrossado por outros clubes) no Congresso Nacional para a aprovação do projeto que trata do assunto. O Furacão – e o apelido vai ser mais valorizado a partir de hoje – quer estar pronto quando o futebol moderno realmente fincar os pés no Brasil. E se isso acontecer, estar na vanguarda mais uma vez.

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