Um Atlético com mais cara de Atlético. E classificado. A goleada sobre o Peñarol por 4×1, nesta terça (7), em Montevidéu, não só marcou a ida do Furacão para a terceira fase da Copa Sul-Americana, para encarar o Caracas, mas também pode ser considerada o “ponto de virada” rubro-negro na temporada. Após um primeiro semestre de muita promessa e pouca confirmação, o que se viu foi um time consciente, equilibrado e eficiente. Se havia uma expectativa que a mudança de técnico mudasse a cara atleticana, o jogo no Uruguai confirmou isso.

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Não houve tempo de o Peñarol aplicar a pressão que queria. Até arriscou de longe, obrigando Santos a fazer uma boa defesa, mas com apenas seis minutos do primeiro tempo o Furacão já estava na frente. Com Raphael Veiga cobrando falta e Léo Pereira aparecendo livre para desviar e marcar. A “remontada” dos uruguaios virava uma tarefa quase impossível.

E o gol marcado fez com que o Atlético tivesse a calma necessária para controlar o jogo. Era pressionado, inclusive com marcação na saída de bola (talvez os adversários tenham visto jogos mais antigos), mas conseguia conter o ímpeto dos donos da casa. Tinha velocidade para sair no contra-ataque com Marcelo e Marcinho, e não corria risco na defesa.

Renan Lodi brilhou na lateral-esquerda. Foto: Matilde Campodonico/Estadão Conteúdo
Renan Lodi brilhou na lateral-esquerda. Foto: Matilde Campodonico/Estadão Conteúdo

Do outro lado, o “campeón del siglo” era o time nervoso, que errava passes, era cobrado pela torcida e não conseguia ser efetivo na frente. O cenário estava plenamente favorável ao Rubro-Negro, que fazia um de seus melhores jogos na temporada – talvez o melhor. Era possível ver um time aliando a solidez defensiva e agressividade na frente, objetivo de Tiago Nunes ao assumir o comando técnico. E podia ser com menos posse de bola.

Havia também destaques individuais. Santos mais uma vez tinha participação decisiva, Renan Lodi jogava como um veterano e Raphael Veiga, que tinha sido ‘escanteado’ até a chegada do novo treinador, era o líder técnico atleticano. Havia também ajustes táticos: para Renan ter mais liberdade, Jonathan não apoiava muito; Lucho González ficava mais preso à frente dos zagueiros; Marcinho e Marcelo voltavam muito para marcar.

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Era possível resolver a parada. Dando um passo à frente, o Atlético começou o segundo tempo criando várias oportunidades. E de novo aos seis minutos, Pablo deu lindo passe para Marcinho, que tocou na saída de Dawson e sacramentou a classificação para a terceira fase.

A partir dali, era preciso jogar com serenidade para levar a partida até o final sem entrar na pilha do Peñarol e, se fosse o caso, até ampliar a vantagem. Mas Cristian Rodríguez, o “Cebolla” da seleção celeste, acertou um belo chute e diminuiu a vantagem rubro-negra. Só que nem houve susto, porque pouco depois Pablo rolou para Nikão, que havia substituído Marcelo, chutar forte e marcar o terceiro. E Bruno Guimarães, outro que ganhou a merecida chance como titular desde a volta da Copa do Mundo, fechou o placar no apagar das luzes. 4×1, placar clássico, ideal para um recomeço.

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