“Fomos vítimas de uma canalhice”, foi assim que o diretor de futebol do Atlético, Rui Costa, definiu o resultado da partida contra o Santos, em que um pênalti marcado pelo árbitro Caio Max Augusto Vieira, do Rio Grande do Norte, aos 48 minutos do segundo tempo, decretou a derrota do time por 1×0.

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A partida realizada no domingo (30), na Vila Belmiro, estava prestes a encerrar no empate sem gols, mas já nos acréscimos teve uma reviravolta que causou indignação à delegação atleticana. Muito incomodados com a penalidade inexistente assinalada, que culminou na derrota do time, os porta-vozes do Furacão se pronunciaram com duras críticas à arbitragem.

“Não é justo com nosso torcedor, não é justo com o nosso projeto, com nossa semana de treino. O que fizeram com o Atlético foi canalhice e o canalha tem nome e sobrenome”, enfatizou Rui Costa, que ressaltou a falta de respeito do juiz com os jogadores do Furacão.

“Ele foi totalmente desrespeitoso com nossos atletas. Ficou falando que nossos jogadores nunca jogaram nem na várzea”, relatou o cartola.

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Após o apito final, jogadores, dirigentes e profissionais do Rubro-Negro tentaram contestar a marcação irregular da penalidade, mas o árbitro foi blindado por policiais. Além disso, a porta que dá acesso ao vestiário visitante estava trancada e, com isso, os atletas que já tinha descido pelo túnel ficaram espremidos em um pequeno espaço, sem poder se movimentar. Essas atitudes não foram vistas com bons olhos pelo diretor.

“Todos nós estamos nos sentindo violentados Tinham atletas chorando, membros da comissão técnica chorando. Nós tentamos perguntar para o delegado da arbitragem se ele não tinha visto o lance, pois foi muito claro e acabamos ficando trancados, expostos a uma violência. Poderia ter acontecido algo muito grave”, detalhou Costa.

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O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Luiz Salim Emed também se demostrou totalmente descontente com a arbitragem e não poupou críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Lamentavelmente isso é reflexo do que esta acontecendo com a CBF. Ex-presidentes presos, caracterizando a desonestidade, o presidente que acabou sendo eleito, foi de uma maneira indevida”, falou o dirigente, que espera uma união maior dos times do Estado para poder “bater de frente” com as entidades que mandam no futebol brasileiro.

“Nós precisamos fortalecer o Paraná. Temos que ser mais fortes, não para ter benefícios, mas para romper para o que está implantado. Só assim para termos força de brigar contra isso. A gente sofre”, declarou Emed.

O técnico Tiago Nunes engrossou as reclamações. O comandante explicou que ainda que as medidas cabíveis para a contestação da atuação do árbitro Caio Max Augusto Vieira sejam feitas, dificilmente haverá um resultado a favor do Atlético.

“É uma pena que as pessoas que avaliam a arbitragem são figurantes. É um publico corporativista, todos se protegem. E qualquer coisa que você reclame, paga o pato mais pra frente. Um erro desses gera um prejuízo de milhões pra gente. É um ponto que lá na frente pode nos deixar de fora de uma Libertadores”, explicou Nunes, argumentando o que ele acha ser o motivo de prejudicarem o Furacão.

“O Atlético é o ‘patinho feio’ do Campeonato Brasileiro. Isso porque é um time que não acata. É um clube que contesta, que enfrenta, que faz frente e isso incomoda”, arrematou o treinador.

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