Cinco jogos sem ganhar, apenas dois gols marcados e 12 sofridos, a perda do título estadual, uma situação delicada na Libertadores e uma estreia no Campeonato Brasileiro levando goleada. Tudo isso em um intervalo de 15 dias. O momento do Atlético assusta e já transformou o bom ambiente até então em total pressão.

Amanhã, praticamente o primeiro semestre está em jogo. Se o Furacão vencer a Universidad Católica, no Chile, se classifica para as oitavas de final da Libertadores e praticamente passa uma borracha no que aconteceu nos últimos dias, além de retomar a confiança para a sequência da temporada. Porém, se não ganhar, estará eliminado da competição continental e certamente o clima será pesado na Arena da Baixada para o compromisso contra o Grêmio, domingo, pela segunda rodada do Brasileirão.

Por isso, a pressão para voltar de Santiago com a classificação na bagagem é grande. E internamente o Rugro-Negro sabe disso. Tanto que o foco para o confronto com a Católica vem sendo total. Desde ontem a delegação já está no Chile e tenta se desligar dos tropeços recentes, principalmente da goleada por 6×2 sofrida para o Bahia, domingo. O técnico Paulo Autuori admitiu que o time está abalado, mas que tem exemplos próprios para passar por cima desta turbulência e mostrar que o Atlético ainda pode evoluir.

“A situação de abalar, ela abala, logicamente. Mas tem aqueles que não querem se abalar e outros que podem não se abalar. Muitos vão optar, mas sem capacidade para segurar a onda. Agora temos um jogo que não tem nada a ver com o Campeonato Brasileiro, vale a passagem para a próxima vaga na Libertadores e passando esse jogo voltar a fazer o que fizemos na temporada passada, quando reagimos muito bem após um jogo muito parecido com os erros e a diferença no placar (derrota por 4×0 para o Palmeiras, na estreia no Brasileirão). Mas agora não basta querer, temos que mostrar que somos capazes disso”, afirmou o treinador.

Ninguém no Furacão esconde que o objetivo do ano é a Libertadores. Até mesmo a final do Campeonato Paranaense foi deixada de lado para poupar os principais jogadores para a competição. Desta vez, não foi diferente. Em Salvador, cinco jogadores foram poupados e, apesar do bom começo, a equipe se perdeu em campo e saiu com uma goleada nas costas. Para Autuori, o time vem pagando um preço pelas escolhas, mas que o mais importante é preservar os jogadores.

“Nós temos um jogo importante demais para nós e temos que entrar com a equipe sem nenhum desgaste físico desnecessário. A questão é exatamente essa. Cometemos erros que tiraram a moral da equipe, mas as decisões precisam ser tomadas, eu tenho que decidir na hora. A minha decisão foi essa porque era a mais sensata e pagamos um preço”, acrescentou ele.