Foi unanimidade entre os jogadores do Atlético falar sobre o desgaste físico que atrapalhou o desempenho da equipe diante do Grêmio, no último domingo (22), em Porto Alegre. Apesar de o empate em 0x0 ter sido um bom resultado para o Rubro-Negro, os atletas afirmaram que o placar poderia ter sido outro caso tivessem tido mais tempo para se recuperar.

Três dias antes, na quinta-feira (19), o Atlético tinha eliminado o São Paulo, na Copa do Brasil, em pleno Estádio do Morumbi. Em um jogo movimentado, o Furacão precisou buscar o empate depois de estar perdendo por 2×0. Com uma sequência de competições de mata-mata em meio ao Campeonato Brasileiro, a tendência é que Fernando Diniz poupe alguns atletas titulares para evitar desgastes. A prioridade no Furacão será seguir na Sul-Americana e Copa do Brasil.

O comandante já fez isso anteriormente. Na estreia no Campeonato Brasileiro, por exemplo, diante da Chapecoense, Diniz optou por poupar algumas peças importantes de seu elenco. Os zagueiros Thiago Heleno e Paulo André, o volante Lucho González e o meia-atacante Guilherme ficaram de fora, visando o compromisso contra o tricolor paulista. Os jogadores ‘descansados’ fizeram a diferença para a classificação do time.

O próximo compromisso do Atlético será pelo Brasileirão, no domingo (29), contra o Bahia, na Fonte Nova. Depois de encarar quatro jogos em 10 dias, os dias de recuperação serão fundamentais para o elenco, como lembrou o zagueiro Esteban Pavez. “Tivemos uma sequência importante. Esta semana será essencial para seguir melhorando e recuperar os jogadores”, frisou o jogador. De folga depois da maratona de jogos, a equipe retorna os trabalhos somente quarta-feira (25), no CT do Caju.

“Causa maior”

Em busca de resultados ainda mais expressivos do que os conquistados até aqui, Fernando Diniz não esconde suas aspirações para a equipe. O técnico ainda não perdeu nenhum jogo comandando o Furacão. Até o momento foram nove partidas, com quatro vitórias e cinco empates. Para ele, a trajetória, ainda que curta, é fruto de muito trabalho.

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“A invencibilidade é um efeito de uma causa muito maior. É muito trabalho. A equipe tem uma postura que se mantém dentro e fora de casa. A gente vai sempre jogar para ganhar as partidas, às vezes a gente não vai conseguir, mas a proposta é um time que jogue pra frente”, explicou o treinador que garante que o time seguirá em busca de resultados ainda maiores. “Eu não estou ancorado na invencibilidade. Prefiro trabalhar pensando no próximo treino, o próximo jogo, com uma entrega máxima e o que decorrer disso é o importante para mim”, finalizou o treinador.