Demorou muito, mas Walter foi decisivo mais uma vez. Ele fez apenas o terceiro gol no ano, quebrando um jejum de quase dois meses, mas foi o necessário para o Atlético empatar em 1×1 com a Chapecoense nesta quarta-feira (27) e garantir a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. O empate com gols na Arena Condá manteve a escrita rubro-negra em 2016 – ter passado por todos os mata-matas.

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A surpresa começou na escalação. João Pedro, que só tinha atuado pelo sub-23 (e bem, por sinal), aparecia na vaga de Yago, que substituía Marcos Guilherme, que entrara no lugar de Ewandro. Era mais uma avaliação de Paulo Autuori, que fez dessa a principal modificação do time – de resto, o mesmo Furacão que venceu o Fluminense, com o acréscimo de Paulo André voltando à equipe titular.

Mas nem conseguiu se ver como o Atlético se postaria. Logo a quatro minutos, Hyoran fez bom lançamento, Gil escorou e Lucas Gomes chutou fraco. Depois de tanto salvar o Furacão, Weverton falhou feio no lance. A partir daquele gol, qualquer empate valeria para a classificação rubro-negra. Mas era preciso empatar.

O principal problema era a falta de opções de jogo. Com a Chape pressionando a saída de bola, sobrava a Weverton apenas o chutão, e aí os donos da casa se recuperavam rapidamente. E forçavam as jogadas pela direita, com Gil e Lucas Gomes em cima de Sidcley. O domínio se transformava em oportunidades, como o chute forte de Bruno Rangel aos 16, que o goleiro atleticano espalmou.

A primeira chance dos visitantes só aconteceu aos 19 minutos, na tentativa de Vinícius de longe. Ele e seus companheiros de armação Pablo e João Pedro apareciam muito pouco, o que obrigava Walter a voltar para buscar jogo. Enquanto isso, a Chape chegava pelas laterais – Hyoran, livre, comandava as ações ofensivas. O Furacão seguiu mal até o final do primeiro tempo.

O panorama seguiu semelhante no início da etapa final. Além da dificuldade em chegar no ataque, o Furacão errava muitos passes. A sensação era que só um ‘choque’ no time faria a situação mudar. E ele veio com quem tinha condições de fazer isso. O camisa 19, Walter. Aos 11 minutos, Sidcley cruzou, Walter teve a calma de dominar e tocar para o gol.

O nervosismo da Chapecoense saltou aos olhos a partir do empate atleticano. Os jogadores erravam passes, a torcida cobrava, Caio Júnior desmontava o esquema de jogo ao tirar o lateral Gimenez e colocar o argentino Martinuccio, e mais ainda ao sacar Hyoran, o melhor do time, para colocar outro centroavante, Kempes. Era também o prenúncio da blitz que os donos da casa queriam impor na reta final da partida.

E nas tentativas desesperadas, havia mais agito do que perigo. Quem assustava mesmo era Walter, que aos 32 quase virou o jogo. Otávio também teve a chance, mas chutou por cima. O Atlético demonstrava serenidade e inteligência no momento mais importante do jogo. Paulo Autuori colocou Juninho no lugar de Vinícius, para fechar a lateral e ter uma saída de contra-ataque no momento em que os catarinenses eram só pressão. Rafael Lima teve ótima oportunidade aos 41, mas isolou. Foi o último lance de risco, o suspiro final da Chape, o risco final que o Atlético passou antes de confirmar a classificação.

Ficha técnica

COPA DO BRASIL
3ª Fase – Jogo de volta 

CHAPECOENSE 1×1 ATLÉTICO

Chapecoense
Danilo; Gimenez (Martinuccio), Thiego, Rafael Lima e Dener Assunção; Josimar (Matheus Biteco), Gil, Cléber Santana e Hyoran (Kempes); Lucas Gomes e Bruno Rangel.
Técnico: Caio Júnior 

Atlético
Weverton; Léo, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Hernani, João Pedro (Marcos Guilherme), Vinícius e Pablo; Walter.
Técnico: Paulo Autuori

Local: Arena Condá (Chapecó-SC)
Árbitro: Diego Al,meida Real (RS)
Assistentes: José Eduardo Calza (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)
Gols: Lucas Gomes 4 do 1º; Walter 11 do 2º
Cartões amarelos: Cléber Santana, Gil (CHA); Paulo André (CAP)
Renda: R$ 60.500,00
Público total: 5.297