Aos poucos, o Atlético vai se recuperando no Campeonato Brasileiro. Primeiro, fez as pazes com a vitória. Depois, foi a vez de voltar a ganhar na Arena. A última foi, enfim, jogar bem. Ontem, diante do Vitória, o Furacão só teve dificuldade no início, quando foi surpreendido com um gol de falta de Fred, que abriu o placar na Baixada. Depois disso, só deu Rubro-Negro, que com um futebol ofensivo e de velocidade, goleou por 4×1, engatou a quarta vitória seguida e mudou totalmente seu panorama no Campeonato Brasileiro.

Antes do início desta sequência, o Atlético era o lanterna da tabela, com apenas dois pontos somados. De lá pra cá, já são 14 pontos, apenas um atrás do G6. E o último capítulo teve participação de um herói inesperado: o meia Nikão.

Não pelo futebol que o jogador vem apresentando, uma vez que é um dos destaques do Furacão na temporada. Só que, desgastado pela maratona de jogos, ele começou no banco de reservas para ser preservado. Um descanso que durou apenas 29 minutos, quando Lucho González sentiu uma lesão muscular e precisou ser substituído.

“A ideia era dar um respiro para o Nikão, mas com a saída do Lucho tivemos que arriscar um pouco e ele foi determinante após a entrada. Por isso é importante aqueles que não estão entre os 11 entrarem determinados”, explicou o técnico Eduardo Baptista.

Àquela altura, o Vitória vencia por 1×0, graças ao gol de Fred, aos 16 minutos. Mas foi o camisa 11 entrar em campo e o Atlético se tornou mais ofensivo. Com características diferentes da de Lucho, Nikão passou a atuar pelos lados, criar jogadas e ter participação direta na construção do placar.

Nikão criou boas oportunidades, deu passe pro primeiro gol e fez o segundo. Foto: Albari Rosa
Nikão criou boas oportunidades, deu passe pro primeiro gol e fez o segundo. Foto: Albari Rosa

O primeiro gol, aos 42 minutos, surgiu após Nikão cobrar escanteio na cabeça de Wanderson, que contou com a colaboração de Fernando Miguel. Só que, um minuto antes, o escanteio surgiu dos pés de Nikão, que recebeu na entrada da área, fintou o marcador e chutou, parando na defesa do goleiro.

Na etapa final, o meia começou com tudo. Quase abriu o placar em um chute cruzado, após cruzamento de Sidcley, parando novamente nas mãos de Fernando Miguel. Mas, logo depois, acertou as redes e virou o placar e deu nova cara pro jogo.

Logo depois, em jogada de velocidade pela esquerda, Sidcley lançou Douglas Coutinho, que cruzou na medida para Ederson marcar. Enfim, um gol do ataque atleticano neste Brasileirão. Gol que liquidou o confronto. Ainda teve o golaço – o mais bonito da tarde – de Matheus Rossetto, que bateu de fora da área e acertou o ângulo, para definir o placar. Mas foi ali que o Vitória desmoronou diante de um Rubro-Negro que se impôs em campo e fez valer o mando de campo como há tempo não fazia. Seguro, sem muito trabalho e aproveitando as chances que teve. Bem diferente daquele Atlético de duas semanas atrás.

“Essa equipe saiu de uma adversidade muito grande. Quando viajamos para Belo Horizonte era o último colocado, com dois pontos. Mas com força e simplicidade conseguimos pular para uma boa colocação. Ganhar quatro partidas seguidas não é para qualquer time. Isso é bom, é importante e vamos entrar em uma fase decisiva. Mas é só um passo. Não tem nada ganho”, completou Eduardo Baptista.