O Atlético viveu na quinta-feira (3) uma noite completamente diferente na Arena da Baixada. Era tudo novo, de novo, com direito a uma verdadeira montanha-russa dentro de 90 minutos. Mas a goleada por 5×0 sobre o Avaí parece ter mudado os rumores no Furacão. Se o time entrou em campo sob pressão, vaias e cobranças, terminou aplaudido e aliviado.

À medida que o horário do jogo ia chegando, alguma coisa faltava no estádio. Era o barulho da organizada, proibida de entrar. Por conta da invasão a um setor da Arena na semana passada, mais uma vez clube e torcida romperam e ficaram em pé de guerra. Com isso, virou um misto de vaias à diretoria, e vaias à organizada, dividindo o estádio.

Quando o time entrou em campo, com a nova camisa da temporada, parecia que era uma espécie de superstição. Trocar a roupa para lavar a alma. Um uniforme diferente para mostrar um futebol diferente e deixar aquele azarado para trás. No começo, com a defesa apresentando os mesmos erros, a impressão que dava é que a superstição não ia acabar com o roteiro rubro-negro. Só que o Avaí não aproveitou. E, desta vez, o Furacão aproveitou.

O Atlético chegou a ter quase 80% de posse de bola na partida. E o que vem acontecendo no Brasileirão mostra que estar com a bola não é bom negócio. Mas ontem não foi bem assim. O time, conforme o técnico Fabiano Soares vem pedindo semana após semana, transformou posse em produção.

Praticamente o tempo todo o Furacão esteve no campo de ataque, mas, assim como nas partidas anteriores, não conseguia finalizar. Porém, chegava mais com perigo, principalmente com os reforços que chegaram recentemente, transformando o Rubro-Negro.

Lucas Fernandes não fez gol, mas criou boas chances para o Furacão. Foto: Albari Rosa
Lucas Fernandes não fez gol, mas criou boas chances para o Furacão. Foto: Albari Rosa

Lucas Fernandes, na primeira partida como titular, foi quem mais deu trabalho à marcação. Pavez, por outro lado, seguia firme na marcação, enquanto Fabrício, que entrou no final do primeiro tempo, nem sentiu a falta de ritmo e de entrosamento. Sem contar a grande surpresa da escalação.

Sem Lucho González, Guilherme foi a alternativa do treinador, que queria ver esse jogador em campo. “O Guilherme é um jogador que eu gosto muito. Ele tinha tido uma lesão, se recuperou mas depois teve um problema na perna. Estava apto, eu queria dar minutos para ele, ele aproveitou e fez os gols”, afirmou ele.

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E, de fato, Guilherme foi quem deu início à goleada, contando até com um pouco de sorte. Aos 34, Matheus Rossetto bateu falta, a bola bateu na barreira, bateu em outro jogador e sobrou limpa para Guilherme só empurrar para as redes. Foi ali que o jogo mudou.

No segundo tempo, logo aos dez minutos, Guilherme, de novo, sozinho na área, aproveitou sobra para marcar o segundo. Dois minutos depois, Capa acabou marcando contra. E mais para frente, Eduardo Henrique, que entrou xingado pela torcida, marcou os dois últimos gols. Sinais que não foi só o uniforme e atmosfera na Arena que mudaram. Aparentemente, o Atlético resolveu se renovar.