O anúncio da contratação do meia Carlos Alberto pelo Atlético dividiu opiniões. Enquanto uma parcela da torcida questionou a suposta afeição do atleta com as baladas, seu temperamento explosivo (que o fez ser dispensado do Figueirense, por exemplo) ou ainda a idade do jogador, que fez 32 anos em dezembro, outros torcedores aplaudiram a aposta da diretoria atleticana, possivelmente de olho no contundente currículo de Carlos Alberto, que fazem dele o investimento mais expressivo do elenco do Furacão para a temporada 2017.

O meia tem um retrospecto de peso. Além de algumas convocações à seleção brasileira, o jogador colecionou, ao longo da carreira, títulos importantes como a conquista pelo Porto, de Portugal, da Liga dos Campeões da Europa na temporada 2003/2004, com direito a gol na final, e também do Mundial de Clubes. Na passagem pela Europa, também foi campeão português e conquistou a Supercopa de Portugal. No Velho Continente, em outra etapa da carreira, ele defendeu o Werder Bremen, da Alemanha. No Brasil, levou um Campeonato Brasileiro pelo Corinthians e uma Copa do Brasil pelo Fluminense.

Outro aspecto da carreira do meia que pode ter contado como importante na hora de fechar o contrato é a experiência do jogador na Copa Libertadores, competição na qual o Atlético está apostando todas as fichas nesta temporada. Ele já disputou a competição pelo Corinthians, pelo São Paulo, pelo Grêmio e pelo Vasco, o que lhe dá cancha suficiente para a disputa.

Com a camisa 19, ele terá a chance, mais uma vez, de buscar o título sul-americano, que ainda não conquistou. “As expectativas serão as melhores possíveis. Não vejo a hora de vestir a camisa. Mas para isso, vamos fazer toda a preparação que está sendo muito bem conduzida. Vamos nos preparar bem e a torcida vai gostar do que verá em campo”, disse, em entrevista ao site oficial do Atlético.

Além de voltar a disputar a Libertadores, o meia volta a trabalhar com o técnico Paulo Autuori, que deu o aval para a sua contratação. Os dois trabalharam juntos pela primeira em 2013, no Vasco. “Estou muito contente de trabalhar com o Paulo novamente. Além de ser um treinador fantástico, é uma excelente pessoa. Ele é um gestor de pessoas e as coisas funcionam bem. A metodologia de trabalho é bem fácil de se adaptar”, afirmou.

A esperança da diretoria e dos torcedores que apoiaram a vinda de Carlos Alberto é que o talento do meia no setor de criação prevaleça e a experiência, questionada por alguns, represente, na verdade, a vinda do que tanto faltava na equipe de Paulo Autuori, que além da Libertadores tem ainda pela frente o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil e o Brasileirão.