Seja pela necessidade de improvisar ou pela ousadia de tentar algo diferente, o técnico Fernando Diniz mexeu bastante na zaga do Atlético nos 16 jogos que o time principal fez até aqui na temporada. Foram oito jogadores distintos utilizados na função até o momento, em um setor que costuma ter três peças a cada partida, já que o esquema tático utilizado como base é o 3-4-3.

Entre os zagueiros de origem que estiveram no trio defensivo, Zé Ivaldo, Paulo André, Thiago Heleno e Wanderson se revezaram. Além disso, ajudaram a compor a defesa jogadores de outras posições como o lateral-esquerdo Thiago Carleto e os volantes Esteban Pavez, Bruno Guimarães e Lucho González. Essas escolhas por deslocar de função alguns atletas aconteceram porque Diniz acredita que seja possível explorar a capacidade tática dos atletas em diversos setores do campo de jogo, melhorando a saída de bola.

Mesmo com as improvisações, os ‘originais‘ da zaga foram os que mais estiveram na função. Zé Ivaldo foi utilizado em treze jogos, Thiago Heleno em doze e Wanderson e Paulo André em oito, cada um. Entre os improvisados, Pavez foi o que mais atuou por ali, com onze participações. Thiago Carleto foi aproveitado como zagueiro em duas oportunidades, enquanto Bruno Guimarães e Lucho em uma partida. Ou seja, nenhum jogador foi absoluto até o momento, porém isso não é exclusividade do setor defensivo, já que o único titular nos 16 compromissos do Rubro-Negro até aqui foi o goleiro Santos.

Caso queira mais uma opção, o treinador tem no banco Léo Pereira, titular na conquista do Campeonato Paranaense, com o técnico Tiago Nunes, mas que nunca entrou em campo com o elenco principal.
Além de realizar testes de maneira proposital, as ausências em seu elenco devido às lesões também atrapalharam Fernando Diniz a dar continuidade em suas escalações. Ao longo da temporada, Paulo André sofreu com dores nas costas e Wanderson sentiu um desconforto muscular, que o deixou fora por algumas partidas.

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“Isso é uma coisa que prejudicou muito até agora, mas vamos começar a ajustar para poder prejudicar menos a equipe. Saiu o Paulo André, o Thiago Heleno, depois a gente teve que poupar o Lucho. Mas a saída do Paulo André foi bastante sentida até os jogos passados. Uma das tentativas que a gente fez agora, com o Thiago Heleno, a gente conseguiu ajustar esse setor”, explicou o comandante atleticano, fazendo referência à falta que o camisa 13 faz no time.

“Tomamos muitos gols naquele setor que o Paulo André estaria posicionado. Então a gente foi buscar alternativa. Porque não buscou antes? Porque o Paulo André estava na iminência de voltar sempre na próxima partida. A gente ia preparando o time para o Paulo jogar e ele acabava não jogando porque sentia. Então, agora a gente sabe que ele não vai jogar e começou a pensar nas alternativas”, detalhou o treinador, enfatizando que ainda não poderá escalar o jogador para o próximo compromisso do time, contra o Santos, nesta quinta-feira (31), na Arena da Baixada.

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Sem vencer há nove partidas, o Furacão soma seis pontos no Campeonato Brasileiro e está na zona de rebaixamento, ocupando a 17ª posição. Ainda que a expectativa do Atlético seja bater o adversário, Diniz garantiu que manterá sua defesa funcionando, sem colocar o time pra cima só pelo ‘desespero‘.

“A gente não vai abrir mão de ficar muito desguarnecido no setor defensivo para poder ser ofensivo. A gente tem que buscar equilíbrio”, finalizou.