O Atlético vai tentar em Buenos Aires, na Argentina, amanhã, às 19h30, diante do San Lorenzo, sua primeira vitória na fase de grupos da Libertadores. Depois de tropeçar e ceder o empate por 2×2 à Universidad Católica, do Chile, na semana passada, na Arena da Baixada, o Furacão voltará a jogar em solo argentino depois de três anos. As partidas no país vizinho, recentemente, não trazem boas recordações ao torcedor rubro-negro – a última foi uma derrota para o Vélez Sarsfield em 2014.

Mas foi na capital argentina, diante do River Plate, que o Atlético construiu uma das grandes vitórias da sua história em competições internacionais, em 2006, nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Aquela vitória, inclusive, foi o pontapé de partida para o Furacão fazer uma grande campanha na competição. O time atleticano fez um grande jogo e venceu a tradicional equipe argentina por 1×0, com gol anotado por Marcos Aurélio. Na volta, empatou em 2×2 e avançou de fase no torneio internacional.

Talvez muitos jogadores do atual elenco rubro-negro não se lembrem daquele jogo. Mas a disposição para jogar fora de casa uma partida de Libertadores precisa ser a mesma ou minimamente parecida. É nisso que o técnico Paulo Autuori aposta. O comandante quer ver o Atlético voltar a ser um visitante indesejado.

“É preciso de coragem. Jogar, jogar e jogar. Não se arremeter atrás, fazer valer sua condição de um visitante chato. Não podemos cometer os erros. Fizemos um jogo bastante razoável com a Católica. Muitos falaram que o primeiro tempo foi bom, eu achei ruim. É assim que a gente difere o futebol. Eu vejo uma equipe organizada e não pelada. Vi um segundo tempo mais organizado. Não podemos mais errar nesse sentido”, apontou o comandante atleticano.

Independentemente do local da partida, Autuori espera que o Furacão consiga voltar a apresentar um futebol sólido, sobretudo no seu sistema defensivo. A defesa do Rubro-Negro, nos compromissos contra Deportivo Capiatá, do Paraguai, e Universidad Católica, ambos na Arena da Baixada, sofreu cinco gols e passou a dar uma dor de cabeça a mais para o comandante atleticano.

“Onde fomos mais fortes foi onde falhamos nesses jogos. Mas isso não é motivo para qualquer preocupação nesse sentido. Será preocupação se continuarmos a cometer os mesmos erros. Espero que a gente tenha aprendido definitivamente a lição. Aconteceu o erro, responsabilidade se assume e vamos para frente”, avisou o treinador.

A última vez que enfrentou um time argentino dentro de uma competição internacional, o Atlético não teve um bom desempenho. Em 2014, quando disputou sua última Libertadores, o Furacão foi derrotado duas vezes para o Vélez Sarsfield. Em Buenos Aires, revés por 2×0. Na Vila Capanema, derrota por 3×1 e eliminação ainda na primeira fase da competição internacional.