O Atlético tem pouco tempo para pensar no jogo com o Atlético-GO. Não à toa a delegação rubro-negra tentou aproveitar o tempo, treinando na quinta-feira (15) em Belo Horizonte e seguindo direto para Goiânia, palco do jogo deste sábado (17), às 16h, no estádio Olímpico. Com o ânimo renovado após a vitória sobre o Atlético-MG, o Furacão quer mais uma vitória – mas antes o técnico Eduardo Baptista terá que definir como montar o time, com novas peças, e ao mesmo tempo sem Lucho González.

Eduardo Baptista vem tendo que administrar o elenco do Furacão. Se prometeu não poupar e não fazer rodízio de atletas, constantemente perde jogadores por conta de lesões – ou mesmo por situações fora de campo, como os problemas familiares de Pablo, que o tiraram da partida contra o Galo. Eduardo da Silva e Felipe Gedoz também não viajaram para Belo Horizonte, e Paulo André até foi, mas sentiu dores musculares e ficou no banco. Os dois primeiros seguem fora, e o zagueiro pode voltar neste sábado.

Um retorno certo ao Atlético é o de Weverton. Após os dois amistosos da seleção brasileira (ele foi titular na derrota para a Argentina por 1×0), o camisa 12 retoma naturalmente seu posto, no lugar de Santos. A defesa espera a recuperação de Paulo André. “A intenção é colocar os dois zagueiros mais inteiros. Tenho o Thiago Heleno bastante desgastado. Tenho o Paulo André, que se recupera de um problema muscular. Infelizmente, não poderemos decidir isso hoje (sexta-feira). Teremos que esperar amanhã (sábado). Mas muito provavelmente o Wanderson continue”, afirmou Eduardo Baptista.

Do meio para frente, muitas dúvidas. Sem Lucho, o treinador pode fazer várias adaptações. Com os elogios a Deivid, até o volante entra na briga – caso entrasse, o sistema de jogo seria mantido, liberando Otávio e Matheus Rossetto. Mas a disputa mais plausível é entre os dois jogadores que seguiram ontem de Curitiba para Goiânia. Pablo e Carlos Alberto ficaram treinando no CT do Caju e estão com o grupo, que na manhã desta sexta (16) fizeram o único trabalho antes do jogo contra o Dragão, no CT do Goiás.

Não será surpresa se os dois começarem jogando, apesar de o plano inicial é de “Cazalbé” atuar apenas um tempo ou menos que isso. Pablo certamente será titular, ao lado de Nikão. “O Pablo é uma opção para iniciar, já vinha jogando. Ficou em Curitiba para resolver algumas coisas. Podemos iniciar com ele ou não. Mas suporta o jogo todo sem problema nenhum”, avisou Eduardo Baptista. Aí surgem as possibilidades: Carlos Alberto centralizado; Matheus Anjos pelo meio; Pablo armando com Douglas Coutinho ou Yago pelo lado; Sidcley como armador pela esquerda, com Pablo no meio e Nicolas na lateral-esquerda; além de Deivid, citado acima.

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Mesmo sendo a que na teoria mais mexe no time, a que ganha mais espaço é a escalação de Sidcley mais à frente – até por ele não ser lateral de ofício, e sim meia, e Nicolas ser. E Eduardo Baptista gostou dos “dois laterais” no segundo tempo da partida contra o Atlético-GO. “Vamos estudar se daqui para frente usamos ele na frente ou se mantemos como opção para o segundo tempo”, disse o técnico. E faltará ainda decidir quem joga na frente: se mantém Grafite, se aposta em Ederson, se escala Pablo e aí coloca Carlos Alberto desde o início… Em resumo, se tiver vontade, o treinador do Atlético pode fazer muito mistério até o sábado.