A vida e a carreira do goleiro Weverton, em pouco mais de 20 dias, mudaram de forma radical. Antes apenas arqueiro do Atlético, o jogador, chamado as pressas para substituir Fernando Prass, do Palmeiras, para defender a meta da seleção brasileira nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, virou um dos herois da conquista da medalha de ouro inédita para o Brasil. De volta ao time atleticano, mas já com data para se apresentar à seleção principal, ele afirmou que está vivendo um sonho.

“Parece que estou vivendo um sonho e que ainda não voltei para a realidade. No meu dia a dia está muito difícil fazer coisas que fazia antes. Mas estou muito feliz, em palavras vai ser difícil de resumir minha felicidade, meu momento e o que Deus tem feito na minha vida nesses últimos dias. Em menos de um mês minha vida mudou totalmente. Até então era jogador do Atlético e hoje sou jogador da seleção, campeão olímpico. As coisas mudaram um pouco, para melhor”, declarou.

Weverton vai jogar nesta quarta-feira (24), na Arena da Baixada, diante do Grêmio, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, e depois já se apresenta à seleção para dois compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Uma nova realidade na vida do jogador, que afirmou que chega a desconfiar deste grande momento que está vivendo.

“É tanta coisa boa que até assusta. Dá até medo de ver o que vem por aí. É muita coisa boa e Deus sabe do meu merecimento, o quanto eu lutei e sonhei por tudo isso. Paguei o preço para estar aqui. Deixei de fazer muitas coisas que tinha vontade de fazer para uma pessoa da minha idade. Todo mundo sabe que vida de goleiro não é fácil. Você faz dois, três jogos bons e quando faz um mau as cobranças sempre são maiores. O ano de 2016, sem dúvidas, nunca mais sairá da minha vida por ter conquistado algo que muitos tentaram e nós conseguimos. Essa geração brasileira que foi montada conseguiu e até falei depois que o Brasil serão campeão olímpico outras vezes, mas essa geração foi a primeira e isso ninguém vai tirar da gente”, emendou o camisa 12 atleticano.

Além de continuar ajudando o Atlético, Weverton terá a missão também de se manter na seleção. Ele escondeu seu sonho de poder vestir a camisa verde e amarela na disputa da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

“Sonhei estar na seleção, cheguei e a partir de agora é pensar em buscar mais, pensar em se firmar, em se manter. Até porque é a primeira convocação do Tite e ninguém tem lugar garantido. Cada um vai buscar seu espaço e meu sonho é estar na Copa do Mundo em 2018, fazer parte da seleção. Agora me deram a oportunidade, de estar no meio, vou fazer de tudo para me manter e conseguir esse sonho em 2018”, cravou Weverton.

Volta diferente

De volta ao Atlético, o arqueiro encontrou um clube bem diferente daquele que deixou, no início do mês. Porém, ele despistou quando foi questionado das saídas do meia Vinicius e do atacante Walter, além do diretor de futebol, Paulo Carneiro, dispensados pela diretoria na semana passada. Sobre o atacante, que foi convidado do camisa 12 para assistir a final olímpica, no Rio de Janeiro, Weverton garantiu que não conversou sobre a transferência para o Goiás.

“Não tive a oportunidade de conversar com ele sobre o assunto, sobre a sua transferência. O Walter é um amigo que fiz dentro de campo e nossa amizade fora de campo não vai mudar. Ele estava lá comigo (na final das Olimpíadas) e em nenhum momento a gente tocou no assunto, do que aconteceu. Ele sabe o que faz, a gente vai continuar nossa vida, fazendo o trabalho e agora cada um faz a sua história. Desejo sorte a ele sempre e quem sabe um dia a gente não se encontra nesse mundo do futebol”, concluiu o goleiro atleticano.