O clima entre torcida e time não é de hoje que não é dos melhores no Atlético. Até mesmo quando o time vence. No triunfo por 3×1 sobre o Vasco, no último domingo (19), não foi diferente e um dos alvos foi o lateral-esquerdo Fabrício. Principalmente após um erro em uma cobrança de lateral.

“O ocorrido ali foi que era um contra-ataque nosso, a bola foi para a lateral e o culpado fui eu, por ter pegado a bola e batido o lateral rápido e errado e a torcida chiou. Aí eu peguei e falei para chiarem depois do jogo, mas antes incentivar para que possamos fazer o gol”, disse ele.

Porém, depois, o jogador teve a oportunidade de fazer ‘as pazes’ com os torcedores, ao marcar o terceiro gol do Furacão no duelo. Só que Fabrício não comemorou o gol e a impressão foi de uma ‘retaliação’ pelas críticas. Mas a explicação na verdade foi outra.

“Não comemorei o gol porque fazia tempo que eu não fazia um gol que não tive nem reação. Só quis agradecer a Deus, à minha família e companheiros”, afirmou o atleta, que não fazia um gol há dois anos. A última vez havia sido no dia 14 de outubro de 2015, quando ainda defendia o Cruzeiro, curiosamente no empate em 2×2 com o próprio Rubro-Negro.

Mas ao longo da carreira Fabrício ficou marcado por ter pavio curto, passando por situações polêmicas, principalmente no Internacional, quando, em 2015, ao ser vaiado pela torcida, com a bola em jogo fez gestos obscenos para as arquibancadas e jogou a camisa do clube no chão.

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Agora um pouco mais maduro, ele sabe que esta situação o irá acompanhar até o final da carreira, mas ressaltou que entende o lado do torcedor e que muitas vezes age por impulso dentro de campo, mas negou que tenha se irritado com os atleticanos.

“O que eu fiz no Internacional não vai se apagar tão cedo. Sou coração pra caramba e às vezes tem jogo que vaiam o Pablo, o Coutinho, outros jogadores… O torcedor tem que cobrar mesmo, quem motiva o torcedor é o jogador. Se a gente faz 1×0, 2×0, o torcedor vai com a gente. Se estivermos empatando ou sair perdendo, eles vão cobrar mais e temos que ter sabedoria para poder saber jogar com o torcedor e eles têm que apoiar o time”, completou.