Um dos principais problemas do Atlético na temporada 2017 vem sendo o ataque. Só neste ano, já passaram pela posição Grafite, Eduardo da Silva, Pablo, Luis Henrique, Douglas Coutinho, Ederson e Ribamar, mas nenhum, de fato, se firmou na posição. Atualmente, o dono da vaga é Ribamar, que, entre os centroavantes, é quem mais marcou gols, com quatro no total. Porém, a dificuldade em achar um ‘camisa 9’ não é atual no Furacão.

Para quem se acostumou a ter Alex Mineiro e Washington como artilheiros, por exemplo, o sofrimento com a falta de um matador já vem há tempos. Nos últimos anos, o único que se consolidou foi o próprio Ederson, que em 2013 foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 21 gols marcados. Porém, foi uma exceção no Rubro-Negro, que tem ‘queimado’ grandes nomes, que não vingam por aqui e fazem sucesso em outros clubes.

Nos últimos 10 anos, mais de 30 nomes passaram pela equipe. Muitos, atualmente estão fazendo sucesso, como Fernandão, ídolo do Fenerbahçe, da Turquia, Roger, artilheiro do Botafogo nesta temporada, Marcão, titular do Paysandu, Henan, titular no Figueirense, e Rafael Moura, que teve boas temporadas recentes por Figueirense e agora no Atlético-MG.

Roger defendeu o Atlético em 2013, mas fez apenas 14 jogos e marcou três gols. Depois, foi artilheiro na Ponte Preta e agora no Botafogo. Foto: Felipe Rosa
Roger defendeu o Atlético em 2013, mas fez apenas 14 jogos e marcou três gols. Depois, foi artilheiro na Ponte Preta e agora no Botafogo. Foto: Felipe Rosa

Sem contar casos como o de Walter, atualmente no Atlético-GO, e André Lima, no Vitória, que deram um certo retorno com gols importantes, mas, por opção da diretoria, acabaram não ficando (Walter foi o artilheiro atleticano em 2015, com 11 gols, e André Lima marcou 14, em 2016).

Neste período, jogadores como Alex Mineiro, Cléo e Lucas, que no passado tiveram destaque, retornaram ao Atlético, mas também não vingaram. Outros, eram medalhões e chegaram após boas passagens em outros clubes, casos de Bruno Mineiro, Rodrigão, Marcelo Ramos e Adriano, só que também tiveram um curto período no Furacão.

Muitos certamente passam batido pela memória do torcedor, como Ytalo, Bruno Mendes, Zulu, Ciro e Nieto. Entre os que pouco jogaram, o mais lembrado é o uruguaio Morro Garcia, que foi uma das contratações mais caras da história do Furacão, mas marcou apenas dois gols.

Confira a classificação completa do Brasileirão

Os números, de fato, não ajudam os atacantes. A ponto de em outras edições do Brasileirão jogadores como o volante Alan Bahia e os meias Paulo Baier e Marcinho terem sido os artilheiros da equipe, assim como acontece este ano, que a lista é encabeçada pelos meias Felipe Gedoz e Nikão.

De qualquer, a falta de paciência, dentro e fora do clube, faz com que ninguém tenha se firmado nestes anos todos. Uma situação que pode se repetir na próxima temporada, quando certamente a diretoria irá buscar novas peças, na tentativa de encontrar um artilheiro atleticano.